Hospital Geral de Palmas registra corredores lotados bem no aniversário da capital

Enquanto Palmas celebra seus 37 anos, o Hospital Geral de Palmas (HGP) enfrenta um cenário de superlotação. Pacientes seguem acomodados em macas e cadeiras nos corredores da unidade, enquanto acompanhantes aguardam em pé. Reclamações sobre a situação vêm sendo registradas desde o fim de abril.

No dia 26/4, pacientes já relatavam corredores lotados e demora no atendimento. Imagens registradas nesta quarta-feira, 20 de maio, data do aniversário de fundação da capital, mostram que o problema persiste.

Pacientes seguem nos corredores, enquanto acompanhantes aguardam atendimento em pé. Foto: Arquivo Pessoal
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Corredores lotados

Em resposta ao portal G1 no dia 26/4, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) informou que o pronto-socorro do HGP operava normalmente e em capacidade plena, com cerca de 80 pacientes em atendimento. A Secretaria ressaltou que o fluxo da unidade é dinâmico, apresentando variações nos períodos de maior demanda. Apesar disso, os registros recentes provam que o problema não é uma oscilação temporária de demanda, mas sim uma realidade permanente, com pacientes ainda amontoados pelos corredores.

A situação afeta principalmente idosos, que aguardam atendimento em corredores lotados durante o forte calor registrado em Palmas. Nesta semana, os termômetros chegaram a 36°C na capital. Pacientes e acompanhantes também relatam reclamações sobre a qualidade das refeições oferecidas na unidade.

Pacientes aguardam atendimento nos corredores durante o forte calor registrado em Palmas. Foto: Arquivo Pessoal

Mutirão de cirurgias

Neste mês, o HGP realizou um mutirão de cirurgias ortopédicas de média e alta complexidade com a proposta de acelerar a liberação de leitos e reduzir a superlotação na unidade.

Apesar da ação, os pacientes continuam aguardando nos corredores por atendimento, ou seja, o problema permanece mesmo após as medidas adotadas pela unidade.

Problemas estruturais

Além da superlotação, o hospital também enfrentou problemas estruturais recentes. No dia 7/5, uma peça elétrica queimou no setor de oncologia, causando transtornos internos e levantando questionamentos sobre a estrutura elétrica do prédio.

Segundo representantes da SES, o aumento da demanda energética da unidade tornou necessária a implantação de uma nova subestação elétrica no hospital. A medida é apontada como essencial para garantir maior estabilidade e segurança no fornecimento de energia.

Após o episódio, o Ministério Público do Tocantins realizou uma audiência, no dia 7/5, e solicitou informações sobre o projeto de expansão do HGP, que prevê a ampliação do pronto-socorro e a entrega de 80 novos leitos.

O Jornal Primeira Página pediu esclarecimento à Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) e não obteve resposta até o momento.

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