Falhas apontam que HGP necessita de nova subestação elétrica e de climatização central

Após a queima de uma peça elétrica no setor de oncologia do Hospital Geral de Palmas (HGP), o Ministério Público do Tocantins (MPTO) realizou, na quarta-feira, 7, uma audiência para discutir a necessidade de ampliação da estrutura elétrica da unidade.

Durante a reunião, a 27ª Promotoria de Justiça buscou esclarecimentos sobre a intercorrência registrada em abril. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), o problema foi causado pela queima de uma peça elétrica fabricada sob medida, sem reposição imediata disponível no mercado. De acordo com o secretário estadual da Saúde, Carlos Felinto Júnior, a situação mobilizou equipes técnicas e gestores da pasta até a madrugada para restabelecer o fornecimento de energia.

A SES informou ao MPTO que, durante o episódio, houve suspensão temporária do atendimento de quimioterapia por uma tarde, mas o serviço foi normalizado ainda na mesma noite. Nas áreas de internação, conforme a secretaria, ocorreram apenas interrupções rápidas de energia durante testes técnicos. Já a climatização foi temporariamente afetada, uma vez que o sistema não está conectado à rede de emergência da unidade.

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Expansão estrutural

Durante o encontro, o Ministério Público também solicitou informações sobre a expansão estrutural do HGP, que prevê a ampliação do pronto-socorro e a entrega de 80 novos leitos. Diante do aumento da demanda energética, representantes da SES destacaram a necessidade da implantação de uma nova subestação elétrica no hospital, considerada essencial para garantir maior segurança e estabilidade no abastecimento da unidade.

Conforme apresentado na audiência, a obra da nova subestação deve começar em junho, com previsão de conclusão em outubro deste ano. A SES informou ainda que foi solicitado um estudo técnico para o balanceamento da rede elétrica do hospital.

Outro ponto acompanhado pelo MPTO diz respeito à climatização da unidade. Técnicos da área de engenharia apontaram que o atual modelo, baseado em aparelhos split, não atende adequadamente às necessidades de um hospital de grande porte e funcionamento ininterrupto. Como solução definitiva, foi discutida a elaboração de um projeto para implantação de um sistema central de ar-condicionado, medida que exigirá a contratação de um profissional especializado em engenharia mecânica.

Como encaminhamento da audiência, o MPTO expedirá ofício à Secretaria Estadual da Saúde requisitando informações detalhadas sobre o cronograma da transição do sistema elétrico, além de cópia do aditivo contratual da obra e de outros documentos necessários para o acompanhamento e fiscalização das medidas anunciadas.

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