MPTO e CNPG divulgam notas de repúdio após charge sobre morte de juíza publicada pela Folha de S.Paulo

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) e o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) divulgaram notas públicas de repúdio após a publicação de uma charge no jornal Folha de S.Paulo relacionada à morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos.

A magistrada do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul morreu no último dia 6 de maio, após complicações decorrentes de um procedimento de reprodução assistida. Três dias depois, uma charge publicada pela cartunista Marilia Marz gerou reação de integrantes do sistema de Justiça.

MPTO critica “desrespeito e ironia”

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Em nota, o MPTO afirmou respeitar a liberdade de imprensa e a independência editorial dos veículos de comunicação, mas considerou a publicação desrespeitosa diante da morte da magistrada.

“O MPTO não pode admitir o desrespeito e ironia diante da perda de uma vida”, afirmou o órgão.

A instituição destacou ainda que a morte da juíza ocorreu em uma semana próxima ao Dia das Mães e classificou o episódio como uma “perda irreparável e extremamente triste”.

CNPG fala em falta de empatia

O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais também criticou a charge e afirmou que a publicação demonstrou “absoluta falta de empatia” com a morte da magistrada.

Segundo o CNPG, a abordagem utilizada desrespeitou um tema sensível relacionado aos desafios enfrentados por mulheres que conciliam carreira jurídica e projetos de maternidade.

“O que não se pode jamais admitir é a banalização do sofrimento humano ou a desumanização de experiências profundamente sensíveis”, afirmou o conselho em nota assinada pelo presidente da entidade, Pedro Maia Souza Marques.

Magistrada atuava no interior do Rio Grande do Sul

Mariana Francisco Ferreira tinha três anos de magistratura e havia sido designada, em fevereiro deste ano, para atuar na Vara Criminal de Sapiranga, no interior gaúcho.

A morte da juíza provocou manifestações de pesar de entidades do Judiciário, do Ministério Público e de integrantes do sistema de Justiça em diferentes estados.

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