MPTO articula solução regional para descarte irregular de resíduos animais no sudeste do Tocantins

O descarte irregular de ossos, vísceras, couros e outros resíduos de origem animal em lixões a céu aberto levou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) a reunir prefeitos, órgãos de fiscalização e representantes do setor privado em busca de uma solução regional para o problema no sudeste do estado.

A articulação ocorreu durante audiência pública realizada em Arraias, conduzida pelo promotor de Justiça Gustavo Schult Junior, da 2ª Promotoria de Justiça de Arraias. O encontro reuniu representantes de Arraias, Combinado, Conceição do Tocantins e Novo Alegre.

Coleta e destinação adequada

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A discussão teve como foco a regularização da coleta, transporte e destinação final de resíduos produzidos por açougues e casas de carnes.

Segundo o MPTO, diagnósticos apontaram que materiais como sangue, ossos, vísceras e gorduras vinham sendo descartados de forma irregular em lixões municipais, prática considerada de risco à saúde pública e ao meio ambiente.

“A audiência pública possibilitou a construção de encaminhamentos concretos e soluções integradas para garantir maior segurança ambiental e sanitária no manejo e transporte desses resíduos”, afirmou o promotor Gustavo Schult Junior.

Municípios assumem compromissos

Durante a audiência, o município de Combinado informou ter firmado contrato com empresa especializada para coleta e destinação correta dos resíduos.

Novo Alegre informou que a contratação está em fase final de formalização. Já Arraias e Conceição do Tocantins assumiram o compromisso de iniciar processos licitatórios para contratação do serviço.

Também foram debatidos temas como periodicidade da coleta, acondicionamento dos resíduos e regularização das guias emitidas pela Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec).

Em Arraias, a previsão é que os resíduos sejam armazenados temporariamente em câmara fria antes da destinação final.

Recomendação do MPTO

Antes da audiência, o MPTO já havia expedido recomendação administrativa orientando os municípios a interromper imediatamente o descarte irregular em lixões, terrenos baldios, vias públicas e cursos d’água.

O documento também recomenda o reforço da fiscalização sanitária e ambiental em açougues e estabelecimentos do setor.

Segundo o Ministério Público, já existe empresa habilitada na região para realizar a coleta e o tratamento adequado dos resíduos, o que torna evitável o descarte irregular.

Riscos à saúde e ao meio ambiente

O MPTO alertou que o descarte inadequado desses materiais favorece a proliferação de doenças, causa degradação ambiental e pode contaminar áreas urbanas e recursos hídricos.

A instituição também reforçou que a destinação adequada permite o reaproveitamento econômico dos resíduos, incluindo produção de farinha, ração animal, sebo e sabão.

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