Ônibus podem parar novamente em Palmas nesta quarta-feira; entenda o motivo

Motoristas do transporte coletivo de Palmas paralisaram parte da operação dos ônibus por cerca de uma hora na manhã desta terça-feira, 1º, em protesto contra o atraso no pagamento do adiantamento salarial da categoria. Usuários relataram nas redes sociais o recolhimento de veículos e a interrupção de linhas que atendem diferentes regiões da capital, inclusive a Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Segundo os trabalhadores, o adiantamento, equivalente a cerca de 40% do salário, deveria ter sido depositado no dia 25 de agosto. O restante da remuneração é pago no dia 5 do mês seguinte. O movimento não foi convocado pelo sindicato e partiu dos próprios motoristas.

Nova paralisação pode ocorrer nesta quarta-feira

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O presidente do Sindicato dos Motoristas do Transporte Coletivo de Palmas, José Antônio, informou que a paralisação ocorreu entre 9h e 10h.

Segundo ele, caso o pagamento não seja regularizado, os trabalhadores podem realizar uma nova paralisação nesta quarta-feira, 2. A duração de uma eventual interrupção ainda não foi definida.

José Antônio também afirmou que a Sancetur, responsável pela operação do transporte coletivo da capital, estaria há cerca de cinco meses sem receber repasses da Prefeitura de Palmas. A administração municipal, porém, não confirmou a informação.

Prefeitura diz que serviço foi normalizado

Procurada pelo Jornal Primeira Página, a Prefeitura de Palmas informou, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte Público (Semobt), que a operação foi normalizada e classificou o episódio como uma “paralisação pontual”.

Segundo a pasta, o serviço foi restabelecido após articulação com a Sancetur.

“A Semobt acompanha a prestação do serviço e realiza a fiscalização para garantir o cumprimento das obrigações previstas e a regularidade do transporte coletivo na Capital”, informou.

A Prefeitura, no entanto, não respondeu se existem repasses em atraso à Sancetur, nem informou valores ou períodos eventualmente pendentes. Também não esclareceu a declaração do presidente do sindicato de que a empresa estaria há aproximadamente cinco meses sem receber recursos do município.

Paralisação repercute na Câmara

O episódio também teve repercussão política. O Coletivo Somos, mandato coletivo de oposição ao prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos), representado na Câmara Municipal pela vereadora Thamires Lima (PT), relacionou a paralisação às recentes manifestações dos profissionais da educação e cobrou explicações da gestão municipal.

“Qual vai ser a próxima categoria que vai entrar em paralisação? Já tivemos a manifestação dos profissionais de educação. Hoje os motoristas do transporte público também paralisaram”, afirmou o coletivo.

O grupo também mencionou as áreas de saúde e limpeza e avaliou que “Palmas está um caos”. A declaração representa o posicionamento do mandato de oposição

Com informações Jornal opção Tocantins

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