Audiência pública expõe apoio e divergências sobre distrito em Taquaruçu Grande

A audiência pública realizada nesta terça-feira, 22, na Câmara de Palmas, mostrou apoio à criação do Distrito de Taquaruçu Grande, mas também evidenciou que a proposta depende de planejamento urbano, regularização fundiária e proteção ambiental. Vereadores, representantes da prefeitura e moradores defenderam que a medida pode organizar a ocupação da área, mas alertaram para a necessidade de fiscalização.

A discussão reuniu parlamentares, secretários municipais, representantes de órgãos públicos e lideranças da região. O principal argumento favorável foi o de que Taquaruçu Grande já concentra população e demanda por serviços públicos semelhantes à de pequenos municípios, sem instrumentos suficientes para ordenar esse crescimento.

Crescimento sem controle

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Vídeos exibidos durante a audiência mostraram ocupações irregulares, falta de infraestrutura e expansão desordenada. A avaliação predominante foi de que o cenário exige resposta urgente do poder público.

O vereador Folha afirmou que a criação do distrito pode disciplinar o uso do solo e facilitar investimentos em serviços básicos, como energia, água, transporte e iluminação pública.

Divergências e preocupações

Apesar do apoio, moradores e lideranças apontaram que o principal problema é a falta de planejamento. Ruy Bucar, da Associação Água Doce, criticou a ausência de estudos de impacto e afirmou que a proposta pode legitimar loteamentos irregulares.

O padre Aderson Alves também cobrou fiscalização e responsabilização de quem abriu áreas sem estrutura, destacando que novas ocupações continuam avançando.

Meio ambiente no centro

A preservação ambiental foi um dos pontos centrais do debate. Participantes destacaram a importância dos mananciais da região, como o Rio Taquaruçu Grande, e alertaram para riscos de desmatamento e pressão sobre os recursos hídricos.

O presidente da Fundação do Meio Ambiente, Isaac Brás, afirmou que a regularização pode ampliar o controle, enquanto o secretário Lúcio Milhomem disse que o tema será incluído na revisão do Plano Diretor.

Regularização como caminho

A regularização fundiária foi apontada como etapa essencial para garantir infraestrutura e organização urbana. O vereador Eudes Assis afirmou que o relatório final será baseado nas contribuições das audiências.

Ao final, o entendimento geral foi de que a criação do distrito pode trazer avanços, mas depende de planejamento, fiscalização e critérios ambientais para evitar a repetição de problemas já existentes em outras áreas da capital.

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