Câmara de Almas pagou R$ 231 mil em diárias; Ministério Público apura legalidade das autorizações

O Ministério Público do Tocantins está investigando os gastos com diárias da Câmara Municipal de Almas após identificar pagamentos que somam R$ 231,9 mil ao longo de 2025. A apuração analisa despesas relacionadas a viagens de vereadores e servidores, especialmente deslocamentos para Brasília que chegaram a custar R$ 6 mil por pessoa em períodos de cinco dias. 

O foco da investigação não está na realização das viagens, mas na legalidade dos valores pagos e nos critérios adotados para sua concessão. Durante a apuração, a Câmara apresentou documentos como certificados de participação, relatórios, fotografias e comprovantes que demonstrariam a realização dos cursos e eventos. 

Com isso, o Ministério Público descartou, neste momento, a hipótese de que as viagens tenham sido simuladas. No entanto, os promotores questionam qual norma estava em vigor quando as diárias foram autorizadas, já que a resolução que estabeleceu os valores atuais foi publicada apenas no fim de 2025, depois da maior parte dos deslocamentos analisados. 

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Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores envolve pagamentos destinados à própria presidente da Câmara, Karla Taianna Xavier Franco. Segundo o procedimento, há casos em que os atos de concessão teriam sido assinados pela própria beneficiária, situação que agora será analisada pelo Ministério Público. 

A Câmara foi notificada para apresentar esclarecimentos e documentos complementares sobre as regras adotadas e os mecanismos de controle utilizados na liberação das diárias. Até o momento, não há conclusão sobre irregularidades nem responsabilização de agentes públicos.

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