Após caso da Ypê, bactéria encontrada em água mineral acende alerta no Tocantins; veja se você comprou o lote

A identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em um lote de água mineral da marca Crystal acendeu um alerta sanitário em parte do Tocantins. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta semana o recolhimento do lote P 200126 após análises laboratoriais confirmarem a presença do microrganismo. Parte das garrafas foi distribuída para os municípios de Arraias, Combinado e Novo Alegre, no sudeste do estado.

Embora a bactéria raramente represente risco para pessoas saudáveis, especialistas alertam que ela pode causar infecções em indivíduos com o sistema imunológico comprometido. O caso ocorre poucos meses após o mesmo microrganismo ser identificado em lotes de produtos da Ypê, levando a recolhimentos e investigações sanitárias em todo o país.

Lote chegou ao Tocantins

Anúncio no meio do texto

Segundo informações encaminhadas pela empresa à Anvisa, o lote recolhido contém cerca de 374 mil garrafas de 500 ml. Desse total, 1.439 unidades foram distribuídas para o Tocantins, com destino aos municípios de Arraias, Combinado e Novo Alegre.

A orientação é para que consumidores verifiquem se possuem garrafas do lote identificado como P 200126, com validade em 20 de janeiro de 2027. Caso o produto seja encontrado, a recomendação é interromper o consumo e entrar em contato com a empresa para substituição ou reembolso.

O que é a Pseudomonas aeruginosa?

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente encontrada no meio ambiente. Ela pode estar presente na água, no solo, no ar e até mesmo na pele de pessoas saudáveis sem causar problemas.

O microrganismo é classificado pela literatura médica como uma bactéria oportunista. Isso significa que normalmente não provoca doenças em indivíduos saudáveis, mas pode causar infecções em pessoas com a imunidade comprometida.

Segundo referências médicas, a bactéria costuma se desenvolver com mais facilidade em ambientes úmidos, como pias, piscinas mal tratadas, banheiras, sanitários e equipamentos que armazenam água.

Quem corre mais risco?

Os principais grupos de atenção incluem:

  • Pacientes em tratamento contra o câncer;
  • Pessoas transplantadas que utilizam medicamentos imunossupressores;
  • Pessoas vivendo com HIV sem controle adequado;
  • Pacientes em uso prolongado de corticoides;
  • Pessoas com doenças autoimunes em tratamento;
  • Diabéticos;
  • Pessoas com fibrose cística;
  • Pacientes hospitalizados.

Nesses casos, infecções consideradas simples podem se tornar mais graves e exigir acompanhamento médico.

Como a bactéria foi descoberta?

A investigação começou após uma coleta de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. As análises feitas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do DF identificaram a presença da bactéria em amostras da água mineral.

O resultado foi confirmado posteriormente por contraprova, o que levou à emissão de laudo definitivo e à comunicação do caso à Anvisa.

Com a confirmação, a agência determinou a suspensão da comercialização, distribuição e uso do lote.

Empresa afirma que recolhimento é preventivo

Em nota, a fabricante informou que realizou uma investigação interna e analisou mais de 300 amostras do processo produtivo e dos produtos comercializados, sem identificar novas contaminações.

A empresa também afirmou que cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis para venda e classificou a medida como um recolhimento preventivo e voluntário.

Como identificar o lote recolhido

Informação Dados
Marca Crystal
Tipo Água mineral natural sem gás
Lote P 200126
Validade 20/01/2027
Identificação na embalagem LZ1 VAL 200127 3 P 200126

O que fazer se tiver comprado a água?

A recomendação é:

  1. Verificar se a garrafa pertence ao lote P 200126;
  2. Suspender o consumo imediatamente;
  3. Entrar em contato com a empresa para troca ou reembolso.

Os contatos disponibilizados são:

Caso reacende debate sobre controle sanitário

A identificação da bactéria em produtos de grande circulação reacende o debate sobre o controle microbiológico de alimentos, bebidas e produtos de limpeza no país. Nos últimos meses, a mesma bactéria também foi encontrada em lotes de produtos da Ypê, levando a recolhimentos e reforçando a fiscalização da Anvisa.

Especialistas destacam que a presença do microrganismo não significa necessariamente risco imediato para toda a população, mas exige atenção especial quando os produtos podem ser consumidos ou utilizados por pessoas mais vulneráveis.

Leia também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais