“Uma foto não diz nada”, afirma Coronel Silva Neto ao comentar imagem com Bolsonaro após ser anunciado como vice de Laurez, aliado do PT
O ex-comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins e pré-candidato a vice-governador na chapa de Laurez Moreira (PSD), que conta com o apoio de partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado, Coronel Júlio Manoel da Silva Neto, afirmou nesta terça-feira (21) que quer se filiar ao PSD e rebateu questionamentos sobre uma fotografia ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante coletiva de imprensa em Palmas, acompanhada pelo Jornal Primeira Página, o militar disse que a imagem foi registrada em razão de sua função na Casa Militar e não representa posicionamento político.
“Eu quero me filiar ao PSD e uma foto não diz nada. Eu tenho foto com o Bolsonaro porque eu fazia parte da Casa Militar e ele estava fazendo uma visita ao governo”, afirmou.
Segundo Silva Neto, a função exercida como servidor público exigia atuação institucional diante de autoridades, sem vínculo político-partidário.
“Eu cumpro a minha missão, primeiro, independente de partido, religião, raça ou cor. Eu sou servidor público, sou policial militar e devo à sociedade. Então, eu não posso dizer que uma foto quer dizer que eu era do lado do Bolsonaro”, declarou.
O pré-candidato também afirmou que pretende apoiar iniciativas voltadas à população mais vulnerável.
“Qualquer pessoa ou partido que levanta a bandeira dos excluídos, das minorias, eu estou junto”, disse.
Ao comentar propostas para a segurança pública, Silva Neto afirmou que o enfrentamento da criminalidade não depende apenas da atuação das forças policiais. Segundo ele, políticas públicas nas áreas social e de educação são fundamentais para reduzir a violência.
“O problema da violência não será resolvido apenas pela Polícia Militar. Quando a violência chega ao nível de a polícia tentar resolver, é porque houve falha nos programas sociais e na assistência à comunidade”, afirmou.
Como exemplo, o ex-comandante citou o período em que comandou o policiamento em Araguaína. Segundo ele, ao assumir a unidade encontrou elevados índices de homicídios e, após integração entre diferentes órgãos, houve redução da criminalidade.
Silva Neto também avaliou que a Polícia Militar do Tocantins dispõe atualmente de boa estrutura e equipamentos, mas enfrenta deficiência no efetivo.
“Nossa Polícia Militar está bem aparelhada, temos equipamentos de primeiro mundo, mas faltam recursos humanos. Por falta de planejamento e de concurso público, hoje falta efetivo”, afirmou.
Durante a coletiva, o pré-candidato defendeu que um eventual governo deve integrar ações de segurança pública, políticas sociais e combate à corrupção.
Segundo ele, a proposta é criar uma força-tarefa para enfrentar não apenas a criminalidade, mas também desvios de recursos públicos.
“Vamos fazer uma força-tarefa não apenas para combater a criminalidade, mas também a corrupção, que tira recursos que poderiam ser investidos na população. É preciso fazer um planejamento sério voltado também para a área social”, concluiu.
