“O Santo e a Porca” volta aos palcos em Palmas com apresentações gratuitas

A Cia. de Teatro Fernanda Montenegro volta a apresentar em Palmas o espetáculo “O Santo e a Porca”, clássico de Ariano Suassuna. A montagem terá duas apresentações gratuitas, nos dias 18 e 19 de setembro, às 19h30, no Centro de Convenções Arnoud Rodrigues. As vagas são limitadas.

Dirigido por Arabelle Hadife, o espetáculo já foi apresentado anteriormente na capital e retorna depois de conquistar o público com uma história marcada pelo humor, pelas confusões familiares e pela crítica social característica da obra de Suassuna.

Escrita em 1957 e ambientada no sertão nordestino, a comédia aborda temas como ganância, religiosidade popular e relações familiares. A montagem é da Cia. Fernanda Montenegro, projeto da Fundação Cultural de Palmas (FCP).

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Meses de preparação para levar Suassuna aos palcos

Em entrevista concedida anteriormente ao Jornal Primeira Página, a atriz Jaqueline Braga, intérprete de Margarida, contou que a construção do espetáculo envolveu meses de preparação e pesquisa para compreender o universo da obra.

“A gente bebe da fonte do Ariano, mas procurei outras versões da peça, referências de novelas e atuações com teor nordestino. Precisávamos nos aproximar do Nordeste daquela época”, explicou.

Segundo Jaqueline, um dos desafios foi encontrar o ritmo necessário para o humor do texto. A atriz contou que as primeiras experiências diante do público foram importantes para ajustar a montagem.

“A primeira apresentação foi essencial para termos um termômetro do público. Depois, quando finalizamos os três atos, sentimos que a peça realmente tomou corpo”, afirmou.

Montagem buscou evitar caricaturas

A diretora Arabelle Hadife explicou, também em entrevista anterior ao jornal, que a escolha de “O Santo e a Porca” partiu do interesse em valorizar a cultura brasileira e o olhar de Ariano Suassuna para o cotidiano nordestino.

Um dos principais cuidados durante a preparação foi com o sotaque utilizado pelos personagens.

“Nossa preocupação era não cair na caricatura. Queríamos um sotaque respeitoso, sem estereótipos”, afirmou.

A adaptação preservou a estrutura da obra original, com pequenas reduções para tornar a apresentação mais fluida. “O texto comunica muito bem. Apenas enxugamos um pouco para deixá-lo mais fluido, sem mexer na estrutura original”, explicou a diretora.

Para Arabelle, além do humor, a montagem carrega reflexões sobre a sociedade e a valorização do trabalho. “É rir pensando”, resumiu.

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