Dia Mundial do Rock; cena tocantinense mantém tradição com bandas autorais e festivais independentes

Celebrado em 13 de julho, o Dia Mundial do Rock vai além da homenagem a um gênero musical. A data também marca a resistência e a produção artística de cenas independentes espalhadas pelo país. No Tocantins, bandas autorais, festivais e coletivos culturais mantêm o rock em atividade, reunindo públicos de diferentes gerações e fortalecendo um movimento que cresce principalmente em Palmas, mas também alcança cidades do interior.

Embora o estado tenha uma produção musical fortemente ligada ao sertanejo, ao forró e aos ritmos regionais, o rock conquistou espaço ao longo dos anos por meio de artistas que apostam em composições próprias e em apresentações nos principais eventos culturais do Tocantins.

Bandas autorais ajudam a fortalecer a cena

Anúncio no meio do texto

Entre os principais nomes do rock tocantinense está a Stoner Frogs, uma das bandas mais tradicionais do estado. Formada em 2004, o grupo consolidou sua trajetória com músicas autorais e influências do stoner rock, grunge e rock alternativo, tornando-se presença frequente em festivais locais.

Outro destaque é a Poetas do Caos, conhecida por unir rock, blues, reggae, punk e elementos da música brasileira em um repertório autoral. A banda já passou por diversos festivais e ajudou a consolidar a cena independente no estado.

Também fazem parte desse movimento grupos como Kanichi, voltada ao indie e rock alternativo; Boca de Cantora e os Piabas, que mistura rock com referências da cultura regional; e a Big Marias, que leva ao palco influências do rock alternativo, grunge e punk, ampliando a representatividade feminina na cena tocantinense.

No sul do estado, a Clandestinos, de Gurupi, também contribui para manter o gênero em evidência com apresentações autorais e participações em festivais dedicados ao rock.

Festivais mantêm o movimento vivo

A consolidação do rock no Tocantins também passa pelos eventos realizados ao longo do ano. Festivais como o PMW Rock Festival, Covernation e o Festival de Música Independente (FMI), em Gurupi, abriram espaço para artistas locais dividirem palco com nomes nacionais e ampliarem o alcance de seus trabalhos.

Além dos grandes festivais, bares, centros culturais e espaços públicos costumam receber apresentações que mantêm o contato entre bandas e público durante todo o ano.

Uma cena construída de forma independente

Grande parte das bandas de rock do Tocantins surgiu de forma independente, produzindo músicas, gravando discos, organizando eventos e criando espaços para circulação de novos artistas. Essa característica faz com que a cena seja marcada pela colaboração entre músicos, produtores culturais e fãs.

Mesmo enfrentando desafios como a limitação de espaços para apresentações e o financiamento de projetos culturais, o movimento segue ativo e renovado por novas formações, mostrando que o rock continua encontrando público no estado.

Leia também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais