Sem vagas para diálise, pacientes que já poderiam receber alta continuam internados em Gurupi
Pacientes renais que já apresentam condições clínicas para deixar o Hospital Regional de Gurupi (HRG) permanecem internados por falta de vagas para dar continuidade ao tratamento de diálise fora da unidade. Diante da situação, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) recomendou ao Governo do Estado a abertura de 40 novas vagas semanais, a instalação de uma nova máquina de hemodiálise e a criação de um plano emergencial para permitir a alta desses pacientes.
A recomendação foi expedida nesta quinta-feira, 10, pela 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi. Segundo o MPTO, a medida foi tomada após a apuração de relatos de pacientes que continuavam ocupando leitos mesmo depois de receberem indicação médica de alta, porque não havia disponibilidade para tratamento dialítico ambulatorial.
O procedimento também reúne informações sobre mortes de pacientes. Diante disso, uma cópia dos autos foi encaminhada à Promotoria com atribuição criminal para apurar se houve eventual responsabilidade penal.
MP cobra 40 novas vagas
Uma das principais medidas recomendadas é que o Estado conclua, em até 15 dias úteis, o processo para implantação de um quarto turno noturno de diálise na Fundação Pró-Rim. A ampliação deverá possibilitar a abertura de 40 novas vagas semanais para Terapia Renal Substitutiva.
Segundo o promotor de Justiça Marcelo Lima Nunes, manter pacientes internados por períodos prolongados aumenta os riscos à saúde, ocupa leitos e pode comprometer o atendimento de outras pessoas que precisam de internação.
HRG aguarda nova máquina desde fevereiro
O MPTO também estabeleceu prazo de dez dias para a entrega e instalação de pelo menos uma nova máquina de hemodiálise no HRG. Conforme a recomendação, o equipamento é solicitado pela unidade desde fevereiro deste ano.
O documento aponta que a estrutura disponível chegou a atender até 12 pacientes com apenas uma máquina, número acima da capacidade considerada adequada para procedimentos de urgência.
Plano emergencial deve ser apresentado em cinco dias
Outra medida recomendada é a elaboração, no prazo de cinco dias, de um plano emergencial para retirar do ambiente hospitalar os pacientes renais que já tenham condições clínicas de alta.
Enquanto não houver vagas suficientes na rede conveniada, o MPTO recomenda que o Estado adote alternativas, como a contratação emergencial de atendimento na rede privada ou a transferência dos pacientes para outra unidade de referência, com transporte adequado.
