Procon encontra produtos vencidos em fiscalização em dois supermercados de Palmas

Uma operação de fiscalização realizada pelo Procon de Palmas identificou a venda de produtos vencidos ou sem informação adequada de fabricação em dois estabelecimentos comerciais de grande porte da capital. A ação ocorreu na tarde de segunda-feira (9) e se estendeu até depois das 20 horas.

Entre os itens encontrados de forma irregular estavam cervejas, refrigerantes, pães industrializados e de fabricação própria, embutidos, azeitonas e laticínios.

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Estabelecimentos foram autuados

Diante das irregularidades, os dois estabelecimentos foram autuados e terão prazo de 20 dias para apresentar defesa.

Após esse período, os processos serão encaminhados à Diretoria do Contencioso do Procon, que fará a análise das formalidades processuais. Em seguida, o caso seguirá para julgamento em primeira instância, quando será avaliada a confirmação da infração e a aplicação de medidas administrativas.

As penalidades podem variar de multas até a suspensão das atividades dos estabelecimentos.

Produtos foram recolhidos

Os produtos vencidos ou sem rotulagem adequada foram recolhidos durante a fiscalização e serão destruídos, como forma de evitar riscos à saúde dos consumidores.

As multas administrativas aplicadas nesses casos levam em consideração fatores como gravidade da infração, porte do estabelecimento e vantagem obtida, tendo como base as unidades fiscais locais.

Venda de produto vencido é crime

Segundo a superintendente do Procon de Palmas, Márcia Feitosa, a venda de produtos fora do prazo de validade pode configurar crime.

“A venda de produtos vencidos configura crime contra as relações de consumo, conforme previsto na Lei nº 8.137/90, sujeitando os responsáveis à pena de detenção de dois a cinco anos ou multa. Além disso, há a possibilidade de responsabilização civil por eventuais danos à saúde dos consumidores”, afirmou.

Fiscalização busca proteger consumidores

O Procon informou que as fiscalizações têm como objetivo garantir a segurança alimentar e proteger os direitos dos consumidores, além de assegurar que os estabelecimentos cumpram as normas de qualidade e transparência previstas na legislação.

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