Operação Jogo Limpo divulga nomes dos indiciados por desvio de R$ 650 mil em Palmas
A Polícia Civil detalhou os nomes dos investigados e das empresas apontadas como integrantes do esquema apurado na Operação Jogo Limpo, que investigou o desvio de recursos públicos destinados a projetos esportivos e recreativos em Palmas, no ano de 2014.
A novidade desta fase é a identificação nominal dos envolvidos e das pessoas jurídicas citadas no relatório final da Divisão Especializada na Repressão à Corrupção (Decor), que concluiu o inquérito e encaminhou o caso ao Ministério Público e aos órgãos de controle.
Segundo a investigação, parte dos recursos do Convênio nº 020/2014, firmado entre a Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Fundesportes) e o Instituto Vale do Tocantins, no valor de R$ 349 mil, teria sido desviada no mesmo dia do repasse. O projeto “Atividade Física e Recreativa no Combate às Drogas”, que previa atendimento a jovens em situação de vulnerabilidade, não teria sido executado.
Pessoas indiciadas
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Cleyton Alen Rego Costa – então presidente da Fundesportes, apontado como líder do esquema;
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Armando Cabrera Abreus – presidente em exercício da fundação à época;
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Juliano Ebeling Viana – descrito como operador do grupo;
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Marcelo Luiz Ribeiro Araújo – servidor que teria elaborado o projeto utilizado no convênio;
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Deusdete da Silva Melo – presidente do Instituto Vale do Tocantins no período investigado;
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Salvador Domingos dos Santos – apontado como intermediário;
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James Paulo Maciel Vilanova – ligado às empresas consideradas de fachada;
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Rogério Freitas Leda Barros – vereador à época dos fatos;
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Angela Sousa Torres – identificada como responsável pelo controle interno, indiciada por peculato culposo.
O tesoureiro do Instituto Vale do Tocantins, João Paulo Rodrigues de Sousa, não foi indiciado por falta de indícios de participação consciente, segundo o relatório.
Empresas citadas na investigação
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E.R. Montelo Serviços ME (Paraíso Shows);
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D. dos S. Andrade ME (Super Mais);
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C.M. da Silva Comércio ME (Via Aleluia);
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NSJ Comercial LTDA – ME.
De acordo com a Polícia Civil, essas empresas teriam sido utilizadas para emissão de notas fiscais falsas e movimentação dos valores desviados. Durante as diligências, os investigadores constataram que alguns endereços declarados não correspondiam a estabelecimentos em funcionamento.
O relatório aponta que, após a passagem dos recursos pelas empresas, os valores teriam sido redistribuídos entre integrantes do grupo e possíveis beneficiários finais, o que pode caracterizar lavagem de dinheiro.
Os indiciados respondem, em tese, por peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, fraude em licitação e associação criminosa. O caso agora segue para análise do Ministério Público, que decidirá sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça.
À imprensa, Rogério Freitas Leda Barros informou que ainda não foi apresentada denúncia formal contra ele e que aguarda o andamento do processo para exercer o direito de defesa. Deusdete da Silva Melo declarou que o Instituto Vale do Tocantins foi desativado e que tem prestado esclarecimentos. A Prefeitura de Palmas afirmou que os fatos são de 2014 e que a atual gestão colabora com as investigações.
Informações: Jornal Opção Tocantins
