MP apura déficit de enfermagem e superlotação no Hospital Regional de Porto Nacional

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) abriu um inquérito civil para investigar o déficit de técnicos e outros profissionais de enfermagem no Hospital Regional de Porto Nacional (HRPN). O procedimento também vai acompanhar as medidas adotadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) para recompor e regularizar o quadro de trabalhadores da unidade.

A investigação foi instaurada pela 7ª Promotoria de Justiça de Porto Nacional e publicada no Diário Oficial do MPTO desta quinta-feira (24). O procedimento é de nº 2026.0016545.

Relatos apontam sobrecarga no pronto-socorro

Anúncio no meio do texto

De acordo com a portaria, a investigação teve origem em relatos sobre um quadro considerado grave de subdimensionamento e carência de técnicos de enfermagem nos plantões do pronto-socorro.

Os relatos apontam sobrecarga de trabalho e potencial desassistência a pacientes graves internados nas salas Vermelha e Amarela e na Observação Clínica.

O documento informa ainda que a própria direção-geral do Hospital Regional de Porto Nacional reconheceu formalmente a escassez de profissionais de enfermagem. A unidade também informou ter encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde um cálculo para dimensionar o quadro necessário. PUBLICACAO EDICAO DIARIO OFICIA…

Registros apontam superlotação

Outro elemento considerado pelo Ministério Público foram cópias do Livro Labor de Enfermagem do hospital. Segundo a portaria, os registros apontam superlotação e desproporção entre a quantidade de pacientes admitidos e o número de profissionais escalados para os cuidados intensivos e intermediários de emergência.

Diante da situação, o MP afirma que é necessário aprofundar a investigação e buscar medidas para garantir a segurança dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e a regularidade da assistência de urgência e emergência em Porto Nacional. PUBLICACAO EDICAO DIARIO OFICIA…

SES terá que informar medidas em 15 dias

Com a abertura do inquérito, o Ministério Público determinou que a SES-TO informe, no prazo de 15 dias, o cronograma e as providências administrativas adotadas para a lotação, remanejamento ou contratação de técnicos de enfermagem para o hospital.

As medidas deverão considerar o cálculo de dimensionamento de pessoal elaborado pela direção da unidade.

O MP também requisitou ao Conselho Regional de Enfermagem do Tocantins (Coren-TO) uma fiscalização técnica presencial no pronto-socorro e nas salas de observação do Hospital Regional.

A inspeção deverá verificar se o número de profissionais de enfermagem é compatível com a demanda de pacientes. O conselho terá 30 dias para encaminhar um relatório ao Ministério Público.

Leia também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais