MP aponta possível nepotismo e recomenda exoneração de servidora ligada ao prefeito de Lagoa da Confusão

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) recomendou que o prefeito de Lagoa da Confusão, Thiago Soares Carlos (União Brasil), exonere dois servidores municipais por possíveis irregularidades relacionadas à nomeação dos cargos. A recomendação foi publicada no Diário Oficial do MP em 1º de julho de 2026.

O documento, assinado pela promotora de Justiça Janete de Souza Santos Intigar, aponta indícios de nepotismo na nomeação de uma servidora identificada apenas pelas iniciais E. M. C. S., que seria parente do prefeito. O Ministério Público não informou qual cargo ela ocupa na administração municipal.

Além da servidora, o MP recomendou a exoneração do secretário municipal de Infraestrutura, Marilzan Rodrigues de Brito.

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Segundo a promotoria, ele não possuiria qualificação técnica compatível com as atribuições da função, situação que também motivou a recomendação encaminhada ao município.

De acordo com dados do Portal da Transparência, Marilzan Rodrigues foi nomeado em março de 2024 e recebe remuneração de R$ 8.500. Antes de assumir a Secretaria de Infraestrutura, ele ocupava o cargo de secretário-geral do Gabinete do Prefeito.

O Ministério Público concedeu prazo de 10 dias para que o prefeito adote as providências solicitadas.

Embora a recomendação não tenha força de decisão judicial, seu descumprimento pode levar à adoção de medidas judiciais pelo órgão.

Em nota, a Prefeitura de Lagoa da Confusão informou que promoveu a exoneração de todos os servidores do município, independentemente da existência de vínculo de parentesco com integrantes da administração.

Segundo a gestão municipal, a medida faz parte de uma decisão administrativa adotada pelo Executivo.

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