Kátia Abreu: “sangue vermelho vai ferver e democracia deve sempre ser respeitada”. O que é isso, “cumpanheira”?

 

Sandra Miranda – Jornalista e advogada

A petista e ex-senadora Kátia Abreu, derrotada pelo eleitor do Tocantins, nas duas ultimas vezes em que disputou eleições, como todo “cumpanheiro”, tem que lavar a boca antes de falar a palavra democracia, assim como seu amiguinho Lula. Após Jorge Messias ter o nome rejeitado no Senado Federal, Kátia publicou no X, que “o sangue vermelho vai ferver (que foram interpretados como ameaças) e que a “democracia”, deve sempre ser respeitada”.

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Katia Abreu foi derrotada nas eleições de 2018 e 2022, quando não foi reeleita ao Senado – Foto: Divulgação

Centenas de comentários foram e estão sendo feitos na publicação da ex-senadora, questionando se é uma ameaça mesmo, e se a democracia só serve quando atende os interesses dos que tem o “sangue vermelho”, como o dela.

Kátia Abreu estava pronta para festejar ver mais um “cumpanheiro” da petralhada, Jorge Messias, tornar-se ministro do Supremo Tribunal Federal. Com a rejeição, ela indignou-se com a liberdade e o exercício da autonomia e das prerrogativas do Senado Federal – finalmente – no sistema de freios e contrapesos, garantidos pela Constituição Federal.

Ora, a votação dos senadores, nesta quarta-feira, 29 de abril, rejeitando o nome do indicado pelo presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal, o Jorge Messias, foi exatamente o símbolo maior de uma democracia representativa. Com certeza, o povo brasileiro não ia querer ver mais um “compadre” do Lula virar ministro do STF, depois do Cristiano Zanin e do Flávio Dino.

Tudo isso enquanto a própria Corte Suprema está ainda mergulhada na tarefa de oprimir e reprimir as liberdades dos cidadãos, e nos escândalos bilionários de corrupção, como no caso do Banco Master. Os senadores que votaram contra a indicação captaram o sentimento do povo brasileiro.

A democracia falada por Katia Abreu está exatamente cambaleando no Brasil, porque o Supremo Tribunal Federal, junto com o presidente Lula, estão tentando implantar um totalitarismo-oligárquico, do qual Kátia está muito ansiosa para participar.

Senador Irajá Abreu, filho de Katia Abreu – Foto: Jefferson Rudy

Tudo indica que o filho da ex-parlamentar, o senador Irajá Abreu, deve perder a reeleição no Tocantins neste ano. Qual será a reação da Kátia frente a mais essa derrota da família? Oportunista, como ela sempre foi na sua carreira, desde a forma como iniciou os seus passos, e ser vira-casaca de acordo com a conveniência – fatos notórios – por via das dúvidas então, Kátia resolveu lançar um segundo filho, o Iratã Abreu, candidato a deputado federal.

Iratã Abreu, outro filho de Katia Abreu vai disputar para deputado federal – Foto: Divulgação

Detalhe: cada filho da Kátia está em uma chapa majoritária diferente. Pode ser que Iratã Abreu obtenha mesmo sucesso na empreitada, já que a eleição proporcional, como de deputado federal, é mais fácil, porque o dinheiro é o principal combustível da vitória ou da derrota.

Finalizando, só para lembrar à ex-senadora Katia Abreu, que se o Senado Federal realmente estivesse disposto a exercer as suas prerrogativas – como ocorre em um verdadeiro Estado Democrático de Direito – alguns ministros do Supremo Tribunal Federal já teriam sofrido impeachment.

Assim como se a Câmara dos Deputados também decidisse, já teria autorizado a abertura de impeachment contra o presidente amiguinho dela, o Luiz Inácio Lula da Silva. Vários pedidos já foram protocolizados nesse sentido, e motivos não faltam.

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