Grupo acusado de ligação com o PCC é condenado por tráfico e lavagem de dinheiro no Tocantins

A Justiça condenou integrantes de uma organização criminosa com atuação em Araguaína e ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A sentença, proferida pela 2ª Vara Criminal do município no último sábado (4), atendeu à denúncia apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os réus foram condenados por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. A decisão ainda pode ser alvo de recurso.

Segundo as investigações, o grupo utilizava uma empresa do ramo de comércio de armas, chamada “Complexo das Armas”, para ocultar recursos obtidos com o tráfico de drogas. De acordo com o MPTO, o estabelecimento era usado para dar aparência de legalidade ao dinheiro proveniente das atividades ilícitas.

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As apurações também apontaram que a organização mantinha um sistema de comercialização de drogas por meio de celulares, conhecido entre os integrantes como “DREX”, além de realizar movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados.

Condenações 

O maior tempo de prisão foi aplicado a Hugo Sérgio Soares Rodrigues, apontado pelo Ministério Público como o segundo integrante na hierarquia do grupo, condenado a 26 anos e 3 meses de reclusão.

Também foram condenados Guilherme da Silva, a 22 anos e 1 mês; Alisson Cassio Moura Barreto, a 11 anos e 1 mês; Patrícia Soares de Oliveira, a 10 anos e 6 meses; e Breno Pereira da Silva, a 9 anos e 6 meses de prisão.

João Vítor Farias Sousa recebeu pena de 3 anos e 6 meses de reclusão, substituída por prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária.

O processo contra Joelson Barbosa Pereira Júnior, apontado nas investigações como líder da organização criminosa, foi desmembrado após a defesa apresentar novos documentos. O julgamento dele ocorrerá em outro momento.

Segundo o Gaeco, a condenação foi baseada em interceptações telefônicas, análises financeiras, dados extraídos de aparelhos eletrônicos, além da apreensão de drogas, armas, equipamentos utilizados na preparação de entorpecentes e documentos que demonstrariam a estrutura da organização criminosa.

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