Trabalhadores dos Correios mantêm greve por reajuste e benefícios; veja o que funciona em Palmas
Trabalhadores dos Correios realizam nesta quarta-feira (16) uma manifestação em Palmas como parte da greve da categoria, iniciada no último dia 11. A paralisação afeta principalmente a distribuição de encomendas, que ocorre parcialmente na capital. As agências de atendimento ao público, por outro lado, permanecem abertas e os serviços de postagem continuam disponíveis.
Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Tocantins, Ana Patrícia Fernandes Maciel Lima, a previsão é que o movimento continue até 21 de setembro, quando está marcado o julgamento do dissídio coletivo da categoria.
Em Palmas, o Centro de Tratamento e Distribuição Domiciliar está praticamente sem funcionamento, enquanto o Centro de Tratamento de Encomendas mantém parte das atividades. Com isso, algumas entregas continuam sendo realizadas, mas podem ocorrer atrasos.
O que continua funcionando
Durante a greve, as agências dos Correios permanecem abertas para atendimento ao público e realização de postagens. Já a entrega de encomendas ocorre parcialmente, conforme a capacidade de funcionamento dos centros responsáveis pelo tratamento e distribuição dos objetos.
A paralisação pode aumentar os prazos de entrega e também provocar reflexos no envio de encomendas para outros estados e na circulação de objetos postais pelo país.
Segundo Ana Patrícia, a paralisação nos grandes centros de tratamento pode afetar a distribuição nacional.
“A população pode enfrentar atrasos e, em alguns casos, até a não entrega das encomendas, devido à paralisação nos grandes centros de tratamento nacionais”, afirmou.
Categoria reivindica reajuste
Entre as reivindicações apresentadas pelo sindicato estão a manutenção das cláusulas previstas no último acordo coletivo, reajuste salarial correspondente à inflação e preservação do plano de saúde dos empregados.
De acordo com a presidente do sindicato, o plano de saúde está entre os principais pontos das negociações. Ela afirma que, nos últimos anos, os trabalhadores abriram mão de ganhos salariais para preservar o benefício.
As negociações terminaram sem acordo e os Correios ingressaram com pedido de dissídio coletivo. O julgamento está previsto para 21 de setembro.
Correios adotam contingência
Em nota, os Correios informaram que colocaram em prática um plano de contingência para reduzir os impactos da paralisação e manter os serviços. Entre as medidas estão o deslocamento de funcionários administrativos para atividades operacionais, remanejamento de veículos e realização de mutirões.
A estatal informou ainda que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do efetivo durante a greve, abrangendo trabalhadores das áreas de atendimento, tratamento, transporte e distribuição.
Os Correios afirmaram que respeitam o direito de greve dos funcionários, mas destacaram que a empresa atravessa um cenário econômico-financeiro desafiador e mantém medidas de redução de despesas, aumento da eficiência e modernização das operações.
Íntegra da nota dos Correios
Os Correios acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação anunciada pelas entidades sindicais no último dia 10.
Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico. Vale destacar que a rede de agências permanece aberta ao público.
Manutenção do efetivo
A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve.
No sábado (12), o tribunal determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação.
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento.
A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível. A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas.
