Desemprego cai para 5,4% e atinge menor nível para o trimestre desde 2012, diz IBGE
A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em março, quando a taxa era de 6,1%. Na comparação com o mesmo período de 2025, o recuo foi de 0,4 ponto percentual.
País tem 5,9 milhões de desempregados
Com a redução da taxa de desocupação, o número de pessoas à procura de trabalho caiu para 5,9 milhões, uma redução de 10,9% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 718 mil pessoas a menos. Na comparação anual, a queda foi de 6,3%, ou 392 mil desempregados a menos.
Já o total de pessoas ocupadas chegou a 103,1 milhões, crescimento de 1,1% frente ao trimestre anterior, com a criação de cerca de 1,08 milhão de postos de trabalho. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento foi de 742 mil pessoas ocupadas.
O nível de ocupação, indicador que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada, atingiu 58,8%, o maior para um trimestre encerrado em junho.
Subutilização e desalento também recuam
A taxa composta de subutilização da força de trabalho caiu para 12,9%, redução de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 1,5 ponto percentual na comparação anual.
Ao todo, 14,7 milhões de pessoas estavam em situação de subutilização, uma queda de 10,1% frente ao trimestre anterior.
O número de pessoas desalentadas — aquelas que desistiram de procurar emprego — também diminuiu. O contingente ficou em 2,3 milhões, redução de 14,7% em relação ao trimestre anterior e de 17% na comparação com o mesmo período de 2025.
Carteira assinada permanece estável
O setor privado contabilizou 53 milhões de trabalhadores, dos quais 39,4 milhões tinham carteira assinada, número estável nas comparações trimestral e anual.
Já os empregados sem carteira assinada somaram 13,6 milhões, alta de 2,2% em relação ao trimestre anterior. Os trabalhadores por conta própria permaneceram em 26,1 milhões, sem variação significativa.
No setor público, o número de ocupados chegou a 13 milhões, com crescimento de 2,6% frente ao trimestre anterior.
Renda média chega a R$ 3.738
O rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 3.738, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior e registrando alta de 2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A massa de rendimento dos trabalhadores alcançou R$ 380,3 bilhões, valor estável na comparação trimestral e 3,6% superior ao registrado um ano antes.
Transporte e setor público puxam geração de empregos
Entre os setores da economia, o crescimento do emprego ficou concentrado em poucas atividades.
Na comparação com o trimestre anterior, os destaques foram:
- Transporte, armazenagem e correio: alta de 3,9%, com mais 235 mil trabalhadores;
- Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais: alta de 2,6%, com acréscimo de 489 mil pessoas ocupadas.
Na comparação com o mesmo período de 2025, esses dois setores também lideraram a geração de empregos, enquanto os serviços domésticos registraram queda de 5%.
