Escritora de Palmas leva poesia produzida no Norte à Bienal do Livro de São Paulo

A escritora e poeta Ariadne Feitosa, que vive em Palmas desde a infância, participa no próximo dia 7 de setembro da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, um dos principais eventos literários do país. A autora apresentará seu livro de estreia na poesia, “Cartografia de Redemoinhos”, publicado pela Editora Patuá.

A participação leva a produção literária feita a partir do Norte do Brasil a um dos principais espaços de circulação da literatura nacional. Além de uma sessão de autógrafos, Ariadne participará de uma mesa que discutirá memória, silenciamento e literatura.

Literatura contra o apagamento

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A partir das 16h, Ariadne participa da mesa “Escrever contra o apagamento: memória, silenciamento e literatura”, no estande K45, ao lado dos escritores Tom Farias e Débora Franco.

O encontro, previsto para seguir até as 18h, propõe uma discussão sobre a literatura como espaço de preservação da memória, enfrentamento de silenciamentos e afirmação de narrativas e experiências historicamente colocadas à margem.

Logo depois, às 18h, Ariadne realiza uma sessão de autógrafos de “Cartografia de Redemoinhos”, também no estande da Editora Patuá/Patuscada.

Uma escrita produzida a partir do Norte

“Cartografia de Redemoinhos” reúne poemas que abordam memória, território, pertencimento e deslocamentos, tendo como uma das perspectivas as experiências de uma escrita produzida a partir do Norte brasileiro.

Para Ariadne, participar da Bienal também representa ocupar um espaço de visibilidade para escritores nortistas.

“Levar essa obra à Bienal é também ocupar um espaço que historicamente parece muito distante de quem escreve a partir do Norte. Estar ali é dizer que nossa literatura existe, pulsa e também reivindica o centro”, afirma.

Goiana de nascimento e tocantinense por pertencimento e trajetória, Ariadne vive em Palmas desde a infância. Além de escritora e poeta, atua como produtora cultural e desenvolve trabalhos relacionados à literatura, cultura, memória e território.

Ela também é autora do livro infantil “Léia e a boroca cor de céu” e trabalha na produção e gestão de projetos culturais e sociais.

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