Ônibus podem parar novamente em Palmas nesta quarta-feira; entenda o motivo
Motoristas do transporte coletivo de Palmas, operado pela Sancetur, paralisaram parte do serviço por cerca de uma hora na manhã desta terça-feira, 1º, em protesto contra o atraso no pagamento do adiantamento salarial. O movimento ocorreu das 9h às 10h e, segundo a categoria, foi organizado pelos próprios trabalhadores, sem convocação do sindicato.
O adiantamento, correspondente a aproximadamente 40% do salário, deveria ter sido depositado no dia 25 de agosto e estava atrasado havia sete dias nesta terça-feira. Os outros 60% da remuneração são pagos no dia 5 do mês seguinte.
Durante a paralisação, veículos foram recolhidos e linhas que atendem diferentes regiões da capital tiveram a operação afetada. Usuários chegaram a relatar interrupções em trajetos que atendem a Universidade Federal do Tocantins (UFT).
Nova paralisação pode ocorrer nesta quarta-feira
Os motoristas afirmam que o movimento desta terça-feira teve caráter de alerta. Caso o adiantamento não seja pago, uma nova paralisação poderá ocorrer nesta quarta-feira, 2.
Ainda não há definição sobre a duração de um eventual novo protesto. Segundo os trabalhadores, a interrupção pode novamente durar algumas horas, mas também existe a possibilidade de o movimento se estender por um período maior.
O presidente do Sindicato dos Motoristas do Transporte Coletivo de Palmas, José Antônio, reforçou que a entidade não organizou a manifestação.
“Vale ressaltar que esta paralisação não foi realizada pelo sindicato da categoria, e sim articulada pelos próprios motoristas”, afirmou.
Sancetur estaria há cinco meses sem receber repasses
José Antônio também afirmou que a Sancetur estaria há cerca de cinco meses sem receber repasses da Prefeitura de Palmas. A informação foi apresentada pelo representante sindical, mas não foi confirmada pela administração municipal.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte Público (Semobt) informou que a operação foi normalizada e classificou a interrupção desta terça-feira como uma “paralisação pontual”. Segundo a pasta, o serviço foi restabelecido após articulação com a Sancetur.
“A Semobt acompanha a prestação do serviço e realiza a fiscalização para garantir o cumprimento das obrigações previstas e a regularidade do transporte coletivo na Capital”, informou.
A gestão municipal, porém, não respondeu se existem repasses em atraso à Sancetur. Também não informou valores ou períodos eventualmente pendentes e não esclareceu a declaração do presidente do sindicato de que a empresa estaria há aproximadamente cinco meses sem receber recursos do município.
Trabalhadores dizem que movimento foi um alerta
Segundo os motoristas, a escolha por uma paralisação de aproximadamente uma hora teve como objetivo chamar atenção para o atraso sem manter o transporte coletivo interrompido durante todo o dia.
A possibilidade de uma nova paralisação, porém, gera preocupação para os usuários que dependem diariamente dos ônibus para trabalhar, estudar, comparecer a consultas e realizar outras atividades.
Até o momento, não há confirmação de que o movimento desta quarta-feira ocorrerá. A decisão dependerá, segundo os trabalhadores, da regularização ou não do pagamento do adiantamento salarial.
Com informações O coletivo
