Trabalhadores da educação de Palmas mantêm estado de greve e cobram datas-base e piso salarial

Os trabalhadores da rede municipal de educação de Palmas decidiram manter o estado de greve após assembleia realizada na sexta-feira (21). A categoria cobra da Prefeitura avanços em uma série de reivindicações e deve voltar a se reunir em setembro para avaliar as negociações e decidir os próximos passos da mobilização.

Entre as principais cobranças estão o pagamento das datas-base referentes aos anos de 2024, 2025 e 2026, o cumprimento do piso salarial do magistério e a convocação de novos servidores aprovados em concurso público.

A decisão de manter o estado de greve ocorreu após os profissionais avaliarem o andamento das negociações com a gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), não houve avanços considerados suficientes para que a mobilização fosse encerrada.

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Categoria apresenta outras reivindicações

Além das questões salariais, os trabalhadores reivindicam mudanças relacionadas à terceirização e às bonificações vinculadas ao Sistema de Avaliação Educacional de Palmas (SAEP) e ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

A pauta apresentada pela categoria também inclui o descanso de voz, a licença para qualificação dos profissionais e questões relacionadas ao processo de escolha dos gestores das unidades escolares da rede municipal.

Em manifestação divulgada após a assembleia, o Sintet afirmou que a mobilização tem como objetivo defender os direitos dos profissionais da educação e cobrar medidas relacionadas às condições de trabalho e à valorização da categoria.

Nova assembleia será realizada em setembro

Com a manutenção do estado de greve, a mobilização deve continuar nas próximas semanas. Uma nova Assembleia Geral está marcada para 18 de setembro, quando os trabalhadores deverão avaliar novamente o andamento das negociações e definir os próximos encaminhamentos.

O estado de greve funciona como um período de mobilização e alerta da categoria e não significa, por si só, que as atividades estejam paralisadas.

O Jornal Primeira Página procurou a Prefeitura de Palmas e solicitou esclarecimentos sobre as negociações, a previsão para pagamento das datas-base e cumprimento do piso do magistério, além dos encaminhamentos previstos para as demais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. O espaço permanece aberto para manifestação da gestão municipal.

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