Aeronave, cocaína enterrada e dois presos; entenda a operação que revelou esquema de tráfico no Tocantins
Uma operação integrada das forças de segurança encontrou cerca de 490 quilos de cocaína enterrados em uma propriedade rural de Pindorama do Tocantins, no sudeste do estado. A ação também resultou na prisão de dois suspeitos e na localização de uma aeronave com indícios de adulteração que, segundo as investigações, pode ter sido utilizada no transporte da droga.
A apreensão aconteceu neste domingo (7), durante a Operação Sentinela Christi, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO). A força-tarefa reúne policiais federais, civis, militares e penais no combate às organizações criminosas que atuam no estado.
Segundo as investigações, a droga fazia parte de um esquema de tráfico transnacional que utilizava rotas aéreas clandestinas para movimentar grandes carregamentos de entorpecentes pelo país. Próximo ao local onde a cocaína estava escondida, os agentes encontraram uma aeronave com sinais de alterações estruturais, o que reforçou a suspeita de uso no transporte ilegal de drogas.
Durante a operação, equipes de vigilância identificaram a saída de veículos suspeitos da área investigada. A movimentação levou ao início de um acompanhamento tático, com bloqueios em estradas da região e patrulhamento policial. A ação terminou com a prisão em flagrante de dois homens.
Os suspeitos foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e integração a organização criminosa. Após os procedimentos na Superintendência Regional da Polícia Federal, eles foram encaminhados para a Unidade Penal de Palmas, onde permanecem à disposição da Justiça.
As apurações indicam que o grupo investigado mantinha uma estrutura logística para receber, armazenar e distribuir drogas utilizando aeronaves adaptadas e pistas clandestinas. A suspeita é de que a organização abastecesse diferentes regiões do país a partir do Tocantins.
A Operação Sentinela Christi contou com a participação de equipes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal, além de unidades especializadas como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Companhia de Operações Especiais (CPE), Batalhão de Polícia Militar Rodoviário e de Divisas (BPMRED) e batalhões de diversas cidades tocantinenses.
As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo e esclarecer a origem e o destino da carga apreendida.
