Veja os 471 produtos brasileiros que escaparam da nova tarifa dos Estados Unidos

Os Estados Unidos divulgaram nesta quinta-feira (23) a lista de produtos brasileiros que ficarão de fora da nova sobretaxa de 12,5% sobre as importações do Brasil. Ao todo, 471 itens foram isentos da medida, entre eles café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí.

A relação foi publicada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que distribuiu as exceções em 20 grandes categorias de produtos. Segundo o órgão, a seleção levou em conta fatores como a importância de determinados insumos para a economia norte-americana, compromissos comerciais já existentes e características específicas de alguns mercados.

Nova tarifa entra em vigor nesta sexta, 24 de julho

Anúncio no meio do texto

A nova sobretaxa começa a valer na madrugada desta sexta-feira (24).

Para os produtos brasileiros que não aparecem na lista de exceções, será aplicada uma tarifa adicional de 12,5%, que se soma aos 25% já cobrados desde quarta-feira (23). Com isso, parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos passará a enfrentar uma tributação total de 37,5%.

Quais produtos ficaram de fora

Entre os principais itens isentos estão:

  • Café;
  • Petróleo e derivados;
  • Gás natural;
  • Fertilizantes;
  • Madeira e produtos de madeira;
  • Suco de laranja;
  • Derivados de açaí;
  • Defensivos agrícolas;
  • Couros e peles;
  • Ferro-gusa;
  • Resíduos e sucata de alumínio;
  • Equipamentos para fabricação de semicondutores;
  • Medicamentos e ingredientes farmacêuticos específicos;
  • Obras de arte, antiguidades e itens de coleção.

A lista também inclui diversos insumos industriais, minerais e produtos utilizados pelos setores de tecnologia e da indústria farmacêutica.

Motivo da medida

A sobretaxa foi anunciada após uma investigação conduzida pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Segundo o USTR, o Brasil está entre os países que, na avaliação do governo americano, não adotam mecanismos considerados suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

Apesar dessa conclusão, o governo dos Estados Unidos decidiu excluir centenas de produtos da nova cobrança para preservar cadeias de abastecimento consideradas estratégicas e setores dependentes de matérias-primas importadas.

A nova alíquota substitui, na prática, a tarifa global temporária de 10% que vinha sendo aplicada desde fevereiro deste ano.

Além do Brasil, outros parceiros comerciais receberam tratamento diferenciado. Países como Argentina, União Europeia, Reino Unido, Taiwan, Suíça, Bangladesh, Indonésia, Malásia e Camboja tiveram regras específicas em razão de acordos comerciais ou de mecanismos considerados mais robustos de combate ao trabalho forçado.

Leia também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais