Projeto de fotografia analógica da UFT vence Prêmio Intercom de Transformação Social
Um projeto de fotojornalismo desenvolvido na Universidade Federal do Tocantins (UFT) conquistou o Prêmio Intercom de Transformação Social, na categoria Extensão. A iniciativa foi realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Sociedade (PPGCom) e possibilitou a revitalização do laboratório de fotografia analógica do Complexo de Jornalismo, que estava sem funcionamento há uma década.
Coordenado pela professora Ingrid Assis, o projeto recebeu financiamento de R$ 5 mil por meio de um edital da universidade. Os recursos foram destinados à recuperação do espaço e à realização de atividades voltadas à formação de estudantes e da comunidade.
Prêmio reconhece impacto social do projeto
A premiação foi entregue na última sexta-feira (29) pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), considerada a principal entidade da área da comunicação no país.
Durante a cerimônia, Ingrid Assis destacou a importância do reconhecimento.
“Se tivéssemos mais recurso faríamos muito mais, mas já mostramos que o trabalho que estamos desenvolvendo é sério, tem impacto social e, sobretudo, uma relevância histórica ímpar”, afirmou.
Esta é a segunda vez que a professora recebe o prêmio.
Oficinas ensinaram todo o processo da fotografia analógica
Ao longo do projeto, foram oferecidas oficinas de fotografia analógica para estudantes de Jornalismo, egressos da UFT e integrantes da comunidade. As aulas foram ministradas pelo técnico Rafael Motta.
Os participantes aprenderam todas as etapas do processo fotográfico, desde a captação das imagens com câmeras analógicas até a revelação dos filmes e ampliação das fotografias em papel.
Para o estudante Danilo Rodrigues, a experiência contribuiu para um olhar mais cuidadoso sobre a fotografia.
“Diferente do digital, onde a facilidade nos permite errar à vontade, no analógico o erro pode custar a foto. Essa preocupação nos faz pensar bem antes do clique”, relatou.


Fotografias serão transformadas em peças táteis
O projeto também prevê ações voltadas à acessibilidade. Em parceria com o Labtec 3D, coordenado pelo professor Warley Gramacho, parte das fotografias produzidas será reproduzida em versões tridimensionais.
As imagens integrarão uma exposição sobre o Festival de Circo de Taquaruçu e poderão ser exploradas por pessoas com deficiência visual.
Segundo Gramacho, o material também servirá como recurso didático para futuros estudantes cegos da universidade.
Exposição será apresentada em julho
A mostra será realizada durante o Festival de Circo de Taquaruçu, programado para ocorrer entre os dias 2 e 5 de julho, no distrito de Palmas.
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Além de Ingrid Assis, participaram da apresentação premiada os pesquisadores Cynthia Mara Miranda, Rafael Silva Motta, Daniel dos Santos, Martha Helena Rodrigues de Souza, Mariana Felix e Nicole Adler.
