Sem pagamento, hospitais podem interromper atendimentos do Servir e do SUS a partir de agosto

Hospitais, clínicas e laboratórios credenciados ao Plano Servir e ao Sistema Único de Saúde (SUS) podem suspender os atendimentos a partir de 1º de agosto, caso o Governo do Tocantins não regularize os pagamentos em atraso até o fim deste mês. O alerta foi feito pelo Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Tocantins (Sindesto), que notificou oficialmente o Estado e cobrou a quitação dos débitos.

A notificação extrajudicial foi entregue na quarta-feira (15) ao secretário de Estado da Administração, Paulo César Benfica Filho, ao secretário da Fazenda, Donizeth Aparecido Silva, e ao secretário executivo da Saúde, Luciano Lima, durante uma reunião com representantes da entidade.

Segundo o sindicato, os atrasos sucessivos colocam em risco a continuidade dos serviços prestados tanto aos beneficiários do Servir quanto aos pacientes atendidos pela rede complementar do SUS.

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Servir ainda não quitou atendimentos realizados após fevereiro

De acordo com o Sindesto, o último pagamento efetuado pelo Plano Servir corresponde aos atendimentos realizados em fevereiro deste ano. Desde então, hospitais, clínicas e laboratórios afirmam que continuam prestando assistência sem receber pelos serviços executados.

A situação também afeta os prestadores conveniados ao SUS. Conforme a entidade, os atrasos variam de acordo com cada contrato. Há unidades com valores pendentes desde 2021, enquanto outras receberam apenas os repasses referentes a janeiro de 2026.

Na notificação, o sindicato solicita que o Governo quite os débitos conforme proposta já apresentada e estabeleça um cronograma de pagamentos em ordem cronológica para os contratos do SUS, garantindo maior previsibilidade financeira aos prestadores.

Sindicato diz que situação se tornou insustentável

O presidente do Sindesto, Thiago Antônio de Souza, afirmou que os estabelecimentos de saúde têm buscado manter os atendimentos, mas que a falta de pagamentos compromete a sustentabilidade financeira das instituições.

“Nossa prioridade sempre será manter a assistência aos beneficiários do Servir e aos usuários do SUS. No entanto, os hospitais não conseguem sustentar indefinidamente a prestação dos serviços sem receber pelos atendimentos já realizados”, afirmou.

Segundo ele, a notificação representa mais uma tentativa de negociação antes da adoção de medidas mais drásticas.

“Esperamos que o Governo apresente, com urgência, um cronograma de pagamentos que dê segurança aos prestadores e preserve a continuidade da assistência.”

Prazo termina em 31 de julho

O Sindesto estabeleceu o dia 31 de julho como prazo para que o Governo do Tocantins regularize os pagamentos em atraso.

Caso isso não ocorra, hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos credenciados poderão suspender os atendimentos vinculados ao Servir e à rede complementar do SUS a partir de 1º de agosto.

A entidade informou que continuará acompanhando as negociações com o Estado e reforçou que a regularização dos débitos é essencial para evitar prejuízos aos usuários dos serviços de saúde.

O Jornal Primeira Página solicitou posicionamento ao Governo do Tocantins sobre os atrasos apontados pelo Sindesto, o cronograma para regularização dos pagamentos e a possibilidade de suspensão dos atendimentos. Até a publicação desta reportagem, não havia recebido resposta. O espaço permanece aberto para manifestação do Executivo estadual.

Com informações AF notícias

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