Alta simultânea de combustíveis leva MPTO a agir contra possíveis irregularidades

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) expediu recomendação para coibir aumentos considerados abusivos nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha em Palmas. A medida foi adotada após identificação de reajustes simultâneos sem relação com aumentos anunciados pela Petrobras.

O documento, assinado pelo promotor de Justiça Paulo Alexandre Rodrigues de Siqueira, aponta indícios de práticas que podem configurar abuso econômico e prejuízo ao consumidor.

Orientações aos postos

Anúncio no meio do texto

A recomendação foi direcionada ao Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto-TO), que deve orientar os postos a evitar reajustes sem justificativa comprovada, como aumento de custos de aquisição ou logística.

Os estabelecimentos também devem manter, por pelo menos seis meses, documentos fiscais e registros de formação de preços para eventual fiscalização.

Fiscalização integrada

O MPTO também orientou o Procon Municipal de Palmas e o Procon Tocantins a realizarem ações conjuntas de fiscalização. A proposta é comparar notas fiscais de compra com os valores praticados nas bombas para identificar possíveis irregularidades.

Já à Delegacia do Consumidor, foi recomendada a abertura de investigações sempre que houver indícios de fraude ou combinação de preços entre concorrentes.

Possíveis sanções

Segundo o Ministério Público, o aumento simultâneo e sem justificativa pode indicar prática abusiva e até formação de cartel.

Caso as orientações não sejam cumpridas, o MPTO poderá adotar medidas judiciais, incluindo ações civis públicas e responsabilização administrativa ou criminal dos envolvidos.

Os órgãos e entidades citados têm prazo de cinco dias úteis para informar as providências adotadas.

Leia também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais