Sem papel, piso e retroativos: profissionais da educação aprovam paralisação em Palmas

Profissionais da rede municipal de educação de Palmas aprovaram uma paralisação com ato público para o dia 7 de outubro. A decisão foi tomada durante assembleia do Sintet Regional de Palmas, realizada nesta sexta-feira, 18.

A categoria cobra o pagamento de datas-bases atrasadas e retroativos, o cumprimento do piso do magistério na carreira, a convocação de aprovados no cadastro reserva do último concurso, licença para qualificação e enquadramento dos monitores.

Os profissionais também apresentaram reivindicações relacionadas às condições de trabalho, merenda escolar, materiais pedagógicos e relatos de assédio moral.

Anúncio no meio do texto

Falta de materiais é relatada

Durante a assembleia, trabalhadores relataram falta de papel, impressoras e outros materiais utilizados nas atividades escolares. Segundo os profissionais, houve situações em que avaliações precisaram ser adiadas e servidores utilizaram recursos próprios para garantir a realização das atividades.

Também foram relatados casos de pressão sobre trabalhadores recém-ingressos na rede para que não participassem de mobilizações sindicais.

Um professor afirmou ter se afastado por um mês em razão da pressão vivenciada no ambiente de trabalho e relatou ter comprado papel para imprimir avaliações destinadas a estudantes do 9º ano.

A diretora do Sintet Palmas, Carol Nelson, afirmou que o sindicato tem visitado escolas e encaminhado denúncias aos órgãos de fiscalização. Ela também defendeu que os trabalhadores comuniquem situações identificadas nas unidades.

Merenda e piso do magistério

A qualidade e a distribuição da merenda escolar também foram discutidas. Trabalhadores relataram diferenças nas refeições oferecidas entre as unidades, apesar da previsão de padronização dos cardápios.

Sobre o piso do magistério, o diretor do Sintet Rogério Lucena defendeu que o pagamento seja incorporado à estrutura da carreira, e não realizado apenas por meio de complementação.

A licença para qualificação também entrou na pauta, com relatos de servidores que aguardam há mais de um ano pela concessão do benefício.

O professor Fábio Lopes defendeu que a mobilização concentre atenção nas reivindicações financeiras, principalmente nos valores referentes às datas-bases.

“Precisamos pautar aquilo que é central na nossa luta, principalmente as questões financeiras, como a data-base e os retroativos. Se há direitos atrasados, é preciso tomar uma atitude”, afirmou.

A assembleia foi conduzida pela presidenta em exercício do Sintet, Eduarda Maria, com participação de integrantes da diretoria regional. O sindicato deve organizar a mobilização para o ato de 7 de outubro.

Leia também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais