Quase 4 meses depois, homem que matou vigia em Palmas continua foragido; relembre o caso
Quase quatro meses após o assassinato do vigia Dhemis Augusto Santos, em um shopping de Palmas, o principal suspeito do crime, Waldecir José de Lima Júnior, continua foragido. Em nota ao Jornal Primeira Página, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informou que as buscas seguem em andamento.
Segundo a SSP, a 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP – Palmas) permanece empenhada na investigação.
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“As buscas pelo foragido seguem ativas. Para não comprometer o resultado das investigações, não é possível detalhar as diligências em andamento”, informou a pasta.
Crime ocorreu após discussão por vaga
O caso aconteceu no dia 29 de novembro de 2025, enquanto Dhemis trabalhava como vigia em um shopping da capital.
De acordo com a polícia, a vítima pediu que o suspeito retirasse o carro de uma área proibida, o que deu início a uma discussão. Waldecir dirigia uma Range Rover Evoque 2015, avaliada em cerca de R$ 130 mil.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito aponta uma arma para a vítima e, após uma tentativa de intervenção de terceiros, efetua o disparo.

O vigia foi atingido no abdômen, chegou a ser socorrido, mas morreu no Hospital Geral de Palmas (HGP).
Suspeito fugiu e não foi localizado
Após o crime, Waldecir fugiu do local. Durante as buscas iniciais, equipes da Polícia Militar e da DHPP localizaram o veículo utilizado na fuga na garagem da residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.
Até o momento, não há informações sobre o paradeiro do investigado.
Vítima havia se mudado em busca de oportunidades
Natural de Sergipe, Dhemis havia se mudado para Palmas em busca de melhores condições de vida. Segundo familiares, ele planejava casar, construir uma família e comprar uma casa.
O irmão da vítima relatou que Dhemis era o único filho homem da família e que os pais já haviam falecido.
Histórico familiar amplia repercussão do caso
Além do homicídio que segue sob investigação, o caso também ganhou repercussão por envolver o histórico familiar do principal suspeito. Informações apontam que outros dois irmãos por parte de pai de Waldecir José de Lima Júnior estão ligados a diferentes crimes em Goiás e no Tocantins — um preso por participação em organização criminosa e outro condenado por feminicídio. Apesar de não haver relação direta entre os casos, a sequência de ocorrências ampliou a atenção sobre o contexto familiar do investigado.

