Pacientes enfrentam longa espera e MPTO pede reestruturação de serviços em Araguaína

A demora no acesso a consultas, exames e cirurgias na área de proctologia levou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) a acionar a Justiça para cobrar providências no atendimento prestado no Hospital Regional de Araguaína (HRA). A ação foi ajuizada pela 5ª Promotoria de Justiça de Araguaína contra o Estado e o município.

Filas e demanda reprimida

Segundo dados levantados pelo MPTO, até abril de 2026 havia 505 pacientes aguardando consultas em proctologia. Já o exame de colonoscopia, considerado essencial para diagnóstico, acumulava 1.137 solicitações pendentes.

Anúncio no meio do texto

A investigação que embasa a ação começou em 2019 e, de acordo com o órgão, a situação se agravou ao longo dos anos, com aumento da demanda reprimida e dificuldades no acesso aos serviços especializados.

Falhas na oferta de atendimento

De acordo com o promotor de Justiça Helder Lima Teixeira, o hospital conta com apenas um médico proctologista com carga horária ambulatorial, o que é insuficiente para atender a população da região.

“A oferta de colonoscopias permanece restrita, prioriza pacientes oncológicos e sofre interrupções por manutenção corretiva de equipamentos”, afirmou Helder.

Pedido de medidas urgentes

Na Ação Civil Pública, o MPTO solicita que a Justiça determine a reestruturação do serviço e a apresentação de um plano de ação no prazo de 30 dias. O documento deve prever metas para reduzir a fila, atualizar cadastros e ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias.

O órgão também pede a responsabilização dos gestores públicos, com pagamento de indenização por danos morais coletivos, diante dos prejuízos causados à população.

Leia também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais