Investigado por empréstimo com juros acima de 100% é alvo de mandado em Palmas

A Polícia Civil do Tocantins cumpriu, nesta sexta-feira (20), mandado de busca e apreensão contra um homem de 25 anos, identificado pelas iniciais L. V. S. S., investigado por extorsão em Palmas. A ação foi realizada pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas) e resultou na aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

Segundo a investigação, o suspeito é apontado como agiota e teria imposto juros superiores a 100% em um empréstimo feito à vítima.

Dívida teria dobrado em um mês

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De acordo com a Polícia Civil, a vítima relatou que, em maio de 2025, contratou empréstimo de R$ 6 mil. No entanto, afirmou ter recebido apenas R$ 5.250, com parte do valor retida.

Conforme apurado, o débito teria sido elevado para R$ 12 mil em apenas um mês. A vítima informou ainda que já pagou R$ 7.400, valor superior ao montante efetivamente recebido.

Mesmo após os pagamentos, as cobranças teriam se intensificado.

Ameaças e intimidações

Segundo o relato à polícia, o investigado teria ameaçado enviar cobradores à residência da vítima e afirmou que o tratamento seria diferente caso o valor não fosse quitado.

Em julho de 2025, as ameaças passaram a incluir possível subtração de bens móveis e a imposição de prazo até 31 de dezembro para pagamento do montante exigido. Caso contrário, os valores pagos seriam considerados apenas juros, mantendo-se a dívida principal.

A vítima também relatou o envio de fotografias de sua residência, indicando possível monitoramento da rotina familiar.

Medidas cautelares

Durante o cumprimento do mandado, a Justiça determinou medidas cautelares, entre elas a proibição de contato e de aproximação da vítima.

O delegado-chefe da 1ª DEIC, Wanderson Queiroz, explicou que as medidas foram adotadas diante da gravidade das ameaças.

“Os elementos reunidos ao longo da investigação demonstram a imposição de grave ameaça para obtenção de vantagem econômica indevida. A adoção das medidas cautelares é essencial para resguardar a vítima e assegurar o andamento regular das apurações”, afirmou.

O inquérito policial segue em andamento.

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