SINOPSE — O preço de se achar especial: “Marty Supreme” e a falácia do vencedor
Sabendo que se trata de um filme assinado por Josh Safdie eu já esperava que “Marty Supreme” tivesse um alto nível de frenesi e histeria impresso na tela. Há um tipo específico de vertigem que atravessa a filmografia do cineasta: corpos em movimento constante, diálogos atropelados, decisões impulsivas e uma câmera que parece sempre um passo atrás dos personagens, como se também estivesse tentando alcançá-los. Aqui, ainda que sem o irmão Benny na codireção, Josh mantém esse DNA intacto. O que muda é o foco. Se em “Joias Brutas” o delírio girava em torno das apostas e do colapso de um ideal…
