Brasil volta a registrar alta de Mpox; veja como está a situação no Tocantins

O Tocantins contabiliza 368 notificações de Mpox desde o início do monitoramento da doença. Deste total, 13 casos foram confirmados, um permanece em investigação e 354 foram descartados. As informações foram repassadas em nota ao Jornal Primeira Página pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), que informou ainda que, até o momento, não há registros de casos suspeitos ou confirmados em 2026.

Em termos proporcionais, 3,53% das notificações resultaram em confirmação laboratorial, enquanto 84,51% foram descartadas após investigação.

Vigilância e notificação

Anúncio no meio do texto

De acordo com a SES-TO, os dados reforçam a importância do rigor técnico das unidades notificadoras no cumprimento dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A vigilância da Mpox no Brasil é feita por meio de notificação compulsória, conforme a Portaria GM/MS nº 3.418.

Desde 2023, os registros são realizados no sistema e-SUS Sinan, que permite monitorar o comportamento da doença e subsidiar ações de prevenção e controle.

Vacinação é direcionada

O Ministério da Saúde publicou a Nota Técnica nº 202/2025, que atualiza as recomendações para imunização contra a Mpox no país. A vacinação é indicada para públicos prioritários, como:

  • Pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 100 células/mm³;

  • Usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV);

  • Profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus;

  • Pessoas que tiveram contato direto com casos confirmados.

A estratégia não prevê vacinação em massa da população geral neste momento. A aplicação das doses depende da disponibilidade enviada ao estado.

Situação no Brasil

No país, foram registrados 88 casos confirmados em 2026, segundo o Ministério da Saúde. São Paulo concentra 62 registros, seguido por Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). Não há óbitos neste ano.

Em 2025, o Brasil registrou 1.079 casos e dois óbitos.

O que é Mpox

A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e é transmitida por contato próximo com pessoa infectada, incluindo contato com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas.

O principal sintoma é a erupção cutânea, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. Também podem ocorrer febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, cansaço e inchaço dos gânglios. As lesões podem atingir rosto, mãos, pés, virilha e regiões genitais ou anais.

O vírus pode ser transmitido por contato pele a pele, beijo, relação sexual ou proximidade respiratória com pessoa infectada.

A SES-TO informou que mantém monitoramento contínuo da situação epidemiológica no estado.

Leia também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais