Brasil celebra 94 anos do voto feminino; mulheres são 51% do eleitorado no Tocantins

O Brasil celebra nesta terça-feira (24) os 94 anos da conquista do voto feminino. No Tocantins, as mulheres representam 51% do eleitorado. De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), dos 1.155.015 eleitores aptos no estado, 588.478 são mulheres.

O direito ao voto feminino foi assegurado pelo primeiro Código Eleitoral brasileiro, instituído em 1932, quando as mulheres passaram a ter o direito de votar e de serem votadas. A medida ampliou a participação política no país e marcou uma mudança no processo democrático.

O presidente do TRE-TO, desembargador Adolfo Amaro Mendes, comentou a importância da data.

Anúncio no meio do texto

“Celebrar esta conquista é reconhecer a coragem e a determinação de mulheres que lutaram para garantir um direito essencial para a democracia. Cada uma que vota fortalece a cidadania e contribui para uma sociedade mais justa e representativa”, afirmou.

Crescimento nas candidaturas

Além de maioria entre os eleitores, as mulheres também ampliaram presença nas candidaturas e nos cargos eletivos. Nas Eleições Municipais de 2024, 2.515 mulheres concorreram aos cargos de prefeita, vice-prefeita e vereadora nos 139 municípios tocantinenses. Ao final do pleito, 335 foram eleitas.

O número representa crescimento de cerca de 19% em relação às Eleições de 2020, quando 280 mulheres conquistaram cargos eletivos municipais.

Na 29ª Zona Eleitoral de Palmas, as mulheres correspondem a 53% do eleitorado, o maior percentual entre as zonas eleitorais do estado. A chefe do cartório eleitoral, Lívia Bessa, avaliou o dado.

“Somente uma atuação ativa e consciente poderá assegurar a presença feminina nos processos decisórios”, destaca.

Evolução do direito ao voto

A data de 24 de fevereiro foi instituída como o Dia da Conquista do Voto Feminino pela Lei nº 13.086, de 8 de janeiro de 2015. O voto feminino foi inicialmente facultativo em 1932, passou a constar na Constituição de 1934, tornou-se obrigatório para homens e mulheres alfabetizados em 1946 e, em 1988, foi estendido às pessoas analfabetas.

Noventa e quatro anos após a criação do Código Eleitoral, o voto feminino segue como instrumento de participação política. Nas Eleições de 2026, as mulheres tocantinenses voltarão às urnas para escolher representantes no estado e no país.

A Justiça Eleitoral informa que a valorização da participação feminina está alinhada a objetivos institucionais, como o aprimoramento dos mecanismos de transparência pública, o fomento à educação política da sociedade e o aperfeiçoamento da gestão do processo eleitoral.

Informações: Guilherme Paganotto/Ascom TRE-TO

Leia também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais