Sandra Miranda é formada em jornalismo pela Unitins e em Direito pela Unisul-SC. Em 1985 ela fundou o jornal Primeira Página em Araguaína, então norte goiano.
Marcelo Miranda, que está como presidente regional do PMDB do Tocantins, foi chamado em Brasília para ter uma conversa com o presidente nacional da sigla, o deputado federal Baleia Rossi. A pergunta é: ele vai permanecer no comando da legenda no estado?
Marcelo disse que o MDB no Tocantins está buscando novas alternativas, “procurando novos companheiros que venham agregar ao nosso partido com os demais companheiros”. Mas ele tem um problema pela frente, na medida em que ele próprio não agrega.
Ou como traduzir o fato de que em 2022, o partido perdeu as vagas que tinha na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa? E que Marcelo Miranda está há cinco anos sem mandato, não tendo conseguido eleger-se sequer deputado estadual, com pífia votação de pouco mais de 3 mil votos?
Há anos venho publicando sobre o vácuo de lideranças no Tocantins, que persiste eleição após eleição. Esse vácuo teve início com o enfraquecimento dos governadores que passaram pelo Palácio Araguaia nos últimos 20 anos, com exceção do último mandato de Siqueira Campos (2011 a 2014).
Os inquilinos do Palácio foram se revezando, entre cassações, afastamento, impeachment, prisões, e saltando de operação em operação da Polícia Federal. Claro que as lideranças mais significativas, em qualquer estado, em sua maioria, provem dos ocupantes do cargo de governador, o de maior importância, e no Tocantins, isso foi interrompido.
No momento, por exemplo, o que se vê é um vaivém de políticos, lutando para se fortalecer e formar um grupo para chamar de seu. É o caso de Ronaldo Dimas, o maior adversário do governador Wanderlei Barbosa na eleição passada.
E o caso, também, de Laurez Moreira, atual vice-governador, que vive a expectativa de assumir o Palácio em 2026, com a renúncia de Wanderlei para disputar a eleição, e ele próprio, disputar a reeleição no cargo.
Além dos problemas conhecidos com os governadores no Palácio, há também os que passaram por esse cargo, ou foram prefeitos nas maiores cidades, que não obtiveram a projeção que poderiam ter, muito mais por não terem conseguido, devido a fraca liderança ou a sua personalidade, agregar líderes para criar um grupo.
Um dos casos mais exemplares disso é o ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha, que em uma situação extremamente pontual, característica do cenário político em 2012, surpreendeu e foi eleito para a prefeitura da Capital, conquistando a reeleição em 2016, mas cuja personalidade difícil aliada à extrema vaidade, o fez desperdiçar o que a sorte colocou na sua porta.
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