Sandra Miranda é formada em jornalismo pela Unitins e em Direito pela Unisul-SC. Em 1985 ela fundou o jornal Primeira Página em Araguaína, então norte goiano.
MAURO CARLESSE. Ao que parece, daqui a 100 anos, a Polícia Federal deve estar ainda fazendo operação para desmantelar a corrupção desse senhor no governo do Tocantins. Que tristeza!
Lembrando que o Flávio Dino governou o Maranhão, deixou o estado uma “maravilha” e sempre foi o queridinho dos colegas jornalistEs. Eles tem “certeza”, ora!, que o Ministério da Justiça não sabia que a dama do tráfico era a dama do tráfico.
Fraco de apoio, restará a Eduardo Siqueira Campos, tornar-se competitivo junto ao eleitorado de Palmas. Mas ai ele terá que combinar com o povo. Lembrando que apesar de ser bom de lábia, cairá fácil em contradição, frente aos fatos - públicos e notórios - da sua história.
Eduardo Siqueira Campos perambula para lá e para cá em busca de apoio para sua candidatura, mas já deve ter percebido que está muito difícil convencer os líderes. A maioria vivenciou a sua história, e quem não vivenciou, já ouviu falar. E sem líderes, empresários não entram.
Marcelo Miranda, que está como presidente regional do PMDB do Tocantins, foi chamado em Brasília para ter uma conversa com o presidente nacional da sigla, o deputado federal Baleia Rossi. A pergunta é: ele vai permanecer no comando da legenda no estado?
Marcelo disse que o MDB no Tocantins está buscando novas alternativas, “procurando novos companheiros que venham agregar ao nosso partido com os demais companheiros”. Mas ele tem um problema pela frente, na medida em que ele próprio não agrega.
Ou como traduzir o fato de que em 2022, o partido perdeu as vagas que tinha na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa? E que Marcelo Miranda está há cinco anos sem mandato, não tendo conseguido eleger-se sequer deputado estadual, com pífia votação de pouco mais de 3 mil votos?
Há anos venho publicando sobre o vácuo de lideranças no Tocantins, que persiste eleição após eleição. Esse vácuo teve início com o enfraquecimento dos governadores que passaram pelo Palácio Araguaia nos últimos 20 anos, com exceção do último mandato de Siqueira Campos (2011 a 2014).
Os inquilinos do Palácio foram se revezando, entre cassações, afastamento, impeachment, prisões, e saltando de operação em operação da Polícia Federal. Claro que as lideranças mais significativas, em qualquer estado, em sua maioria, provem dos ocupantes do cargo de governador, o de maior importância, e no Tocantins, isso foi interrompido.
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