SINOPSE — Entre o amor e o colapso: a representação da maternidade no cinema
A maternidade retratada no cinema sempre foi menos sobre mulheres reais e mais sobre expectativas, sociais, morais e, sobretudo, narrativas. Durante décadas, a mãe ocupou um lugar quase sagrado nas telas, sendo representada como uma figura de abnegação absoluta, emocionalmente inesgotável, cuja existência orbitava o cuidado, a idealização do sacrifício.
Era a extensão do arquétipo da “boa mãe”, moldado por valores patriarcais e reforçado por uma indústria que, ironicamente, preferia conforto à complexidade do maternar.
Nos primórdios do cinema clássico hollywoodiano, a maternidade era…
