SINOPSE – “Vitória”: quando a imagem se torna a força da justiça

SINOPSE é uma coluna do Jornal Primeira Página assinada por Carolinne Macedo. Tudo sobre os principais lançamentos cinematográficos do mês e um mergulho na sétima arte! Fernanda Montenegro é um monumento do cinema brasileiro, e Andrucha Waddington sabe disso. Em “Vitória”, o diretor trata a atriz como uma entidade cinematográfica, transformando cada enquadramento em um estudo de sua expressão e presença. O longa, que inicialmente estava nas mãos de Breno Silveira antes de sua morte, carrega essa mudança em sua essência. O que poderia ser um thriller político denso e tenso se molda, na

SINOPSE – “Mickey 17”: A ousada e ambiciosa critica sociopolítica de Bong Joon Ho

SINOPSE é a coluna do Jornal Primeira Página assinada por Carolinne Macedo. Tudo sobre os principais lançamentos cinematográficos do mês e um mergulho na sétima arte! Bong Joon Ho nunca foi um cineasta muito sutil em suas críticas ao capitalismo e à hipocrisia que o sustenta. Desde o lançamento de “Expresso do Amanhã” até o triunfo de “Parasita”, sua câmera sempre apontou para as injustiças estruturais do mundo moderno, escancarando a brutalidade com doses generosas de humor ácido e ironia. Com “Mickey 17”, seu novo filme, ele reafirma sua posição, agora em um cenário intergaláctico, onde

SINOPSE – “Wicked”: A grata surpresa que encanta além das expectativas

SINOPSE é a coluna do Jornal Primeira Página assinada por Carolinne Macedo. Tudo sobre os principais lançamentos cinematográficos do mês e um mergulho na sétima arte! Assistir a “Wicked” foi como embarcar em um balão mágico rumo a um espetáculo grandioso. Eu já sabia que encontraria uma superprodução repleta de figurinos deslumbrantes, coreografias bem ensaiadas e vozes impecáveis, mas o que me impactou mesmo foi a carga emocional e a relevância do enredo. Não seria exagero dizer que o filme me foi uma grata surpresa. Muito além de um musical visualmente encantador, “Wicked” se revela uma

“Duna: Parte Dois” – Um espetáculo de areia, sussurros e vazio emocional

SINOPSE é a coluna do Jornal Primeira Página assinada por Carolinne Macedo. Tudo sobre os principais lançamentos cinematográficos do mês e um mergulho na sétima arte! Que Denis Villeneuve não brinca em serviço, disso já sabíamos. Mas o retorno do diretor ao universo de Duna é uma experiência visual ainda mais apoteótica, um espetáculo cinematográfico que abraça a grandiosidade sem hesitar. “Duna: Parte Dois” é uma imersão em um mundo vasto e opressor, onde cada grão de areia parece meticulosamente posicionado para reforçar o épico. Mas, como na primeira parte, a beleza das imagens se

“Nickel Boys”:  o horror invisível de uma América ferida

RaMell Ross retorna às telas com um projeto ambicioso, mergulhando fundo nas raízes de sua filmografia com “Nickel Boys”. O filme que marca a estreia do diretor em longa-metragens é uma adaptação cinematográfica do livro de mesmo título vencedor do prêmio Pulitizer. Ross que já demonstrou maestria ao abordar a experiência negra americana em seus documentários, entrega aqui um filme de impacto inegável. A adaptação do premiado romance de Colson Whitehead se traduz em um drama de denúncia social que, além de contar uma história poderosa, reflete sobre o próprio ato de narrar traumas históricos.

“Emilia Pérez”: quando a ousadia se transforma em desastre

O ano de 2024 não tem sido generoso com os musicais. O gênero, que já reinou absoluto como um dos pilares da sétima arte, hoje luta para se manter respirando em meio a produções que o tratam como um mero adorno. Números grandiosos de canto e dança vêm sendo reduzidos a meros artifícios narrativos, e a ousadia de abraçar a forma musical parece cada vez mais rara. Mas eis que surge “Emilia Pérez”, o novo filme de Jacques Audiard, com a proposta de trazer um sopro de novidade ao gênero. Mas será que inova mesmo? Pessoalmente, vejo o filme como uma experiência, no mínimo, desconcertante e a

O conto de fadas moderno que é “Anora” e a habilidade de Sean Baker em revelar o que está sob a superfície

Vencedor da Palma de Ouro em Cannes 2024, e indicado ao Oscar de Melhor filme desse ano, “Anora”, o mais recente trabalho de Sean Baker, é um conto de fadas moderno, uma Cinderela contemporânea, com toques ácidos e um humor certeiro. A história acompanha Ani (Mikey Madison, num desempenho impecável), uma stripper e prostituta em Brighton Beach, Nova York, que se vê em um improvável romance com Ivan (Mark Eidelshteyn), herdeiro de um oligarca russo. Essa narrativa poderia facilmente cair no clichê, mas Baker, como já nos acostumou, subverte expectativas com maestria, construindo as situações e

O Auto da Compadecida 2: Um reencontro divertido, mas desnecessário

O retorno de Chicó e João Grilo às telonas, 24 anos após o clássico "O Auto da Compadecida", era um evento cinematográfico aguardado com entusiasmo e desconfiança. Afinal, como reviver uma história tão icônica sem cair na armadilha da repetição? Pois bem, "O Auto da Compadecida 2" chegou aos cinemas dia 25 de dezembro, do ano passado, para responder essa pergunta, ainda que sua resposta não seja das mais convincentes. Um fato que ninguém pode contestar é que esta foi uma sequência totalmente desnecessária, afinal, que história mais teriam pra contar? Os personagens vividos por Selton Mello e

“Conclave” – poder, fé e conspiração nos bastidores do Vaticano

SINOPSE é a coluna do Jornal Primeira Página assinada por Carolinne Macedo. Tudo sobre os principais lançamentos cinematográficos do mês e um mergulho na sétima arte! A sucessão papal pode não parecer um tema palpitante para um thriller cinematográfico, mas Edward Berger prova o contrário com "Conclave". O diretor, que já havia demonstrado sua habilidade com a tensa reconstrução histórica de "Nada de Novo no Front" (vencedor de quatro Oscars), agora mergulha nas intrigas do Vaticano, transformando um ritual secular em um xadrez de ambição e poder. Baseado no livro homônimo de Robert

A beleza como prisão: “Um Homem Diferente” e os paradoxos da insatisfação humana

Nem a tão sonhada “perfeição” é capaz de resolver nossas angústias, afinal a insatisfação é uma das características mais inquietantes do ser humano. "Um Homem Diferente" nos coloca em um espelho incômodo, refletindo a eterna insatisfação humana e nos apresentando um homem que possui uma deformidade na face que o torna vítima de todo tipo de rejeição e olhares de repulsa por onde passa. Seus olhos percorrem os ambientes como se vivesse em um constante estado de alerta, procurando algo em alguém, observando aqueles que atenta e indiscretamente o observam. Seu reflexo no espelho não nega suas

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