A travessia do Rio Tocantins entre Pedro Afonso e Tupirama continua gerando transtornos para moradores, caminhoneiros, estudantes e produtores rurais, mesmo após o reforço na operação das balsas implantada após a interdição da Ponte Prefeito Leôncio Miranda, na BR-235.
Segundo a Prefeitura de Pedro Afonso, apenas uma nova embarcação foi incorporada à operação emergencial, elevando para três o número de balsas em funcionamento na travessia entre Pedro Afonso e Tupirama. De acordo com o município, o reforço ajudou a reduzir o tempo de espera dos usuários.
Apesar da ampliação da frota, a travessia continua sendo cobrada da população. A prefeitura informou que aguarda a realização de uma licitação pelo governo federal para que o serviço passe a ser oferecido gratuitamente, mas ainda não há previsão para que isso aconteça.
Procuradas novamente pelo Jornal Primeira Página para informar se outras embarcações foram incorporadas ao serviço e quais melhorias foram implementadas desde o início da operação emergencial, a PIPES Empreendimentos e a Agência Tocantinense de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (ATR) não responderam aos questionamentos até a publicação desta reportagem.
Enquanto a população enfrenta os impactos da interdição, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que seguem em andamento os estudos técnicos e o monitoramento da Ponte Prefeito Leôncio Miranda, localizada na BR-235/TO, entre Pedro Afonso e Tupirama, além da ponte da BR-230, entre Araguatins (TO) e Palestina do Pará (PA).
Segundo o órgão, estão sendo realizadas inspeções especializadas, ensaios de campo e análises estruturais detalhadas para avaliar as condições das estruturas e definir as intervenções necessárias. O DNIT destacou que a conclusão dos laudos técnicos depende da finalização dessas etapas, que exigem avaliações minuciosas para garantir diagnósticos seguros e consistentes sobre a situação das pontes.