O policial civil suspeito de matar Luciano Ferreira da Silva, de 28 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) por homicídio qualificado por motivo fútil. O jovem, que era filho do vereador de Couto Magalhães Lindomar Gomes da Silva (PT), foi morto a tiros durante uma discussão na Praia do Porto Franco, em julho deste ano.
Segundo o Ministério Público, a discussão que antecedeu o crime teria começado por causa de caixas térmicas. Na denúncia, a 1ª Promotoria de Justiça de Colinas do Tocantins também pediu que, em caso de condenação, o policial perca o cargo público e pague indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares da vítima.
O crime aconteceu no dia 19 de julho. Luciano trabalhava como garçom na Praia do Porto Franco quando foi atingido por um disparo de arma de fogo.
Na época, a Polícia Civil informou que houve uma luta corporal antes do tiro. Luciano chegou a ser socorrido e levado para uma unidade de saúde do município, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o ocorrido, o policial deixou o local de carro. Posteriormente, apresentou-se na delegacia, onde foi ouvido e liberado.
O nome do servidor não foi divulgado.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP-TO) informou que o policial foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil no dia 21 de agosto.
Na denúncia, o Ministério Público pediu prioridade na tramitação do processo. A Promotoria também requereu que, após a primeira fase da ação penal, caso estejam presentes os requisitos legais, o acusado seja pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O MPTO ainda pediu a perda do cargo de policial civil em caso de condenação e a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil para os familiares de Luciano.
Segundo a SSP-TO, o servidor está de licença médica desde 24 de fevereiro de 2026 e, por isso, não exerce atividades nas unidades da Polícia Civil.
Sindicato alegou legítima defesa
Após o crime, em julho, o Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO) afirmou que o policial teria agido em legítima defesa depois de ser agredido e disse que essa versão seria demonstrada durante a investigação.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público representa a acusação formal contra o policial, mas não significa condenação. Caberá à Justiça analisar se recebe a denúncia e, posteriormente, decidir sobre o andamento do processo.