Fraude eletrônica de R$ 500 mil é alvo de operação no Tocantins e outros estados

Uma operação contra um grupo investigado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro cumpriu mandados no Tocantins e em outros seis estados, além do Distrito Federal, nesta quinta-feira, 24. A ação faz parte de três operações apoiadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) contra crimes praticados pela internet.

No Pará, a Polícia Civil deflagrou a Operação Firewall, que teve desdobramentos no Tocantins, Bahia, Goiás, Ceará, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva, além de diversas ordens de busca e apreensão.

Segundo as investigações, o grupo utilizava técnicas de engenharia social para conseguir credenciais bancárias de uma empresa de telecomunicações. A partir desses dados, teriam sido realizadas transferências não autorizadas que somaram R$ 500 mil.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores até o limite do prejuízo identificado. A operação teve suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça, e participação de forças de segurança de outros estados e do Distrito Federal.

Outras operações contra golpes

Também nesta quinta-feira, outras duas operações contra fraudes eletrônicas foram realizadas com apoio do Ciberlab.

No Ceará, a investigação teve como alvo um grupo suspeito de aplicar o chamado golpe da falsa audiência judicial. Os investigados se passavam por advogados e representantes do Poder Judiciário e informavam às vítimas que elas teriam indenizações a receber.

Durante videochamadas que simulavam audiências oficiais, as vítimas eram induzidas a acessar aplicativos bancários, o que possibilitava transferências fraudulentas. A ação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão em São Paulo e Pernambuco.

Falsos leilões fizeram mais de 90 vítimas

No Rio Grande do Sul, a Operação Lance Cego teve como alvo uma organização investigada pelo golpe do falso leilão de veículos pela internet.

Foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão em municípios de São Paulo. Conforme a investigação, o grupo fez mais de 90 vítimas em diferentes estados e causou prejuízo estimado em R$ 1 milhão.

A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias relacionadas ao esquema.

Nas três operações, o Ciberlab atuou no apoio às polícias civis e no compartilhamento de informações e conhecimentos técnicos relacionados às investigações de crimes cibernéticos.