Suspeita de integrar grupo que atuava em três estados e movimentou R$ 10 milhões com agiotagem é presa no Tocantins

Uma jovem de 22 anos, identificada como Maria Luiza, foi presa neste domingo, 13, em Lagoa da Confusão, na região oeste do Tocantins. Segundo a investigação, ela é suspeita de integrar um grupo interestadual envolvido com agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro.

A prisão faz parte de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), iniciada na quinta-feira, 10. O grupo investigado teria atuação no Distrito Federal, Goiás e Tocantins e, conforme a apuração, movimentou cerca de R$ 10 milhões em oito meses.

De acordo com a decisão judicial que determinou a prisão, Maria Luiza teria sido registrada por câmeras de segurança no prédio de uma das vítimas. A investigação também aponta que uma linha telefônica utilizada para cobranças acompanhadas de ameaças estaria vinculada à jovem.

Suspeita teria ido à casa de vítima acompanhada de homem armado

O processo aponta que, depois da prisão de outros investigados, Maria Luiza teria ido à residência de uma das vítimas acompanhada de um homem armado e exigido uma cópia do depoimento prestado por essa pessoa.

A investigação também identificou movimentações financeiras que, segundo a polícia, relacionam a jovem aos demais suspeitos. Entre os materiais obtidos durante a apuração estão mensagens, planilhas e áudios de cobranças.

Segundo a polícia, o grupo concedia empréstimos com juros de até 20% ao mês. Áudios obtidos pelos investigadores registraram ameaças de morte contra devedores que não pagassem as dívidas.

Investigação começou após denúncia de comerciante

A apuração teve início depois que um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga, no Distrito Federal, procurou a polícia. Ele relatou que ele e familiares passaram a sofrer ameaças após contratar um empréstimo e não conseguir pagar a dívida diante dos juros cobrados.

Conforme a investigação, aproximadamente R$ 10 milhões foram movimentados em oito meses, com uso de contas de empresas e de parentes para tentar ocultar a origem dos valores.

Operação teve 47 ordens judiciais

Ao todo, a Justiça expediu 47 ordens judiciais, sendo 12 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 17 determinações de bloqueio financeiro.

Durante as diligências, foram apreendidas dez armas de fogo, munições, oito veículos de luxo, documentos, cheques e dinheiro em espécie.

Os investigados respondem por agiotagem, extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.

Com informações g1 Tocantins