Dia dos Povos Indígenas marca avanços em políticas no Tocantins

O Governo do Tocantins destacou, neste domingo, 19, ações de inclusão e valorização dos povos indígenas no estado, durante as comemorações do Dia dos Povos Indígenas. A gestão aponta a criação da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), em 2023, como um dos principais avanços na formulação de políticas públicas voltadas às comunidades.

Secretaria amplia participação indígena

Segundo o governo, a Sepot foi criada para coordenar ações de forma transversal e garantir maior participação dos povos indígenas nas decisões. O governador Wanderlei Barbosa afirmou que a iniciativa busca fortalecer direitos e promover desenvolvimento com respeito à cultura.

“A criação desta secretaria representa um marco histórico para o Tocantins. Garantimos que os povos indígenas tenham voz ativa dentro do governo”, declarou.

O secretário da pasta, Ercivaldo Xerente, destacou que a estrutura tem ampliado a presença do Estado nas aldeias.

“Avançamos ao levar ações para dentro das comunidades e ao promover intercâmbios culturais com protagonismo indígena”, afirmou.

Foto: Amanda Melina/Governo do Tocantins

População indígena no estado

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 20 mil pessoas se autodeclaram indígenas no Tocantins. Os municípios com maior população são Tocantínia, Goiatins, Tocantinópolis, Lagoa da Confusão e Formoso do Araguaia.

Cultura e tradições

O governo também destacou a importância dos rituais tradicionais para a preservação cultural. Entre eles estão o Hetohoky e o Herèràwo, do povo Iny (Karajá), realizados na Ilha do Bananal.

O diretor de proteção aos povos indígenas da Sepot, Rogério Xerente, afirmou que a data reforça a importância do reconhecimento cultural.

“É um momento de reflexão sobre a importância dos povos indígenas e de sua organização sociocultural”, disse.

Foto: Photo Cadismo Produções

Diversidade de etnias

O Tocantins abriga diversas etnias indígenas, como Javaé, Karajá, Xerente, Krahô, Apinajé, Kanela, Xambioá, entre outras. As comunidades estão distribuídas em diferentes regiões do estado e mantêm tradições, línguas e modos de vida próprios.