Estudantes de Pedro Afonso criam manifesto em defesa das mulheres e levam propostas à Assembleia Legislativa

Estudantes do 8º ano do Colégio Cívico-Militar Professor Antônio Belarmino Filho, em Pedro Afonso, elaboraram um manifesto com propostas voltadas à proteção das mulheres e ao enfrentamento da violência. O documento foi levado à Assembleia Legislativa do Tocantins e protocolado pelos participantes do projeto “Olhar que Protege”.

A iniciativa trabalha a prevenção da violência contra a mulher e a formação cidadã dos estudantes. Durante as atividades, os alunos realizaram pesquisas, participaram de diálogos e foram incentivados a observar a realidade em que vivem e refletir sobre formas de construir espaços mais seguros para mulheres e meninas.

Como resultado, os estudantes produziram coletivamente a Carta da Juventude, documento que reúne diagnósticos, propostas e um manifesto em defesa do respeito, da dignidade, da igualdade e da segurança das mulheres.

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Entre as reivindicações estão maior rigor e punição aos agressores e o fortalecimento e ampliação das políticas públicas de proteção e atendimento às mulheres, com atenção especialmente às tocantinenses.

Manifesto foi protocolado na Assembleia

Segundo a professora Danilda Barros, uma das responsáveis pelo projeto, a ida à Assembleia Legislativa teve como objetivo formalizar as reivindicações dos estudantes e permitir que posteriormente seja possível acompanhar e cobrar encaminhamentos relacionados às propostas.

“Nós fomos à Assembleia Legislativa com esse manifesto estudantil, que foi protocolado, para nós podermos fazer as devidas cobranças posteriormente”, explicou.

Outro momento do projeto foi uma visita à Casa da Mulher Brasileira, onde os estudantes conheceram a estrutura destinada ao acolhimento e atendimento de mulheres vítimas de violência. A atividade buscou mostrar aos alunos como funciona a rede de proteção e a importância dos serviços especializados.

Educação e protagonismo juvenil

O “Olhar que Protege” também busca estimular o protagonismo juvenil, fazendo com que os estudantes não apenas conheçam situações relacionadas à violência contra a mulher, mas também apresentem suas próprias propostas para enfrentar o problema.

O projeto é de autoria das professoras Danilda Barros e Andréa Luciano e utiliza atividades educacionais como instrumento de conscientização, prevenção da violência, promoção da cultura de paz e fortalecimento da cidadania.

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