Operação contra agiotagem e extorsão chega ao Tocantins; grupo teria movimentado R$ 10 milhões

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal contra um grupo suspeito de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro teve desdobramentos no Tocantins. Ao todo, foram cumpridos 47 mandados judiciais no Distrito Federal, Goiás e Tocantins, entre prisões preventivas, buscas e apreensões e bloqueios de valores.

Segundo a investigação, o grupo emprestava dinheiro cobrando juros de até 20% ao mês e utilizava ameaças e cobranças intimidatórias contra pessoas que não conseguiam quitar as dívidas. A organização teria movimentado aproximadamente R$ 10 milhões em oito meses.

A Justiça autorizou 12 prisões preventivas, 18 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de bloqueio financeiro. Uma das pessoas procuradas ainda não havia sido localizada.

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A investigação aponta que o grupo atuava nos três estados e utilizava contas bancárias de familiares e empresas para movimentar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

Ameaças durante cobranças

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas eram pressionadas para pagar os empréstimos. Áudios obtidos durante a investigação registraram ameaças feitas durante as cobranças.

Em uma das gravações, uma mulher ameaça “encher a sua cara de bala”. Em outro registro, uma suspeita afirma que estava esperando a vítima do lado de fora.

Durante a operação, foram apreendidos armas de fogo, munições, celulares, dinheiro, documentos, cheques e veículos de luxo.

Entre os presos está um sargento reformado da Polícia Militar de Goiás, apontado pela investigação como integrante do esquema e suspeito de utilizar armas para intimidar devedores.

Investigação começou após denúncia 

A investigação começou depois que um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga, no Distrito Federal, procurou a polícia. Segundo a apuração, ele havia contraído um empréstimo e passou a enfrentar dificuldades para quitar a dívida. Familiares também teriam começado a receber cobranças e ameaças.

A partir do caso, a Polícia Civil afirma ter identificado uma estrutura organizada para conceder empréstimos, cobrar as dívidas e movimentar os recursos obtidos.

Os investigados poderão responder por crimes como extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro, além de outras possíveis infrações que ainda serão definidas no decorrer da investigação.

A orientação da Polícia Civil é para que possíveis vítimas de agiotagem preservem mensagens, áudios, comprovantes de pagamentos e outros registros das cobranças e procurem as autoridades.

No Tocantins, ainda não foram detalhados no texto fornecido quantos mandados foram cumpridos, em quais municípios ou qual seria a participação dos alvos localizados no estado.

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