Vazamento de gás é encontrado durante incêndio na Feira da 304 Sul; barraca havia sido inaugurada no mesmo dia
Um vazamento de gás liquefeito de petróleo (GLP) foi identificado pelo Corpo de Bombeiros durante o combate ao incêndio que atingiu a Feira da 304 Sul, em Palmas, na noite desta terça-feira (25). O fogo começou em uma barraca de derivados de milho que havia iniciado as atividades e sido inaugurada no mesmo dia. Ninguém ficou ferido.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), a ocorrência começou às 19h43 e foi encerrada às 21h. A barraca onde as chamas tiveram início ficou praticamente destruída, inclusive com danos à instalação elétrica.
O fogo também atingiu parcialmente uma barraca vizinha, destinada à venda de pastéis, onde parte da fiação foi danificada.
Bombeiros encontraram vazamento de gás
Durante o atendimento, os bombeiros identificaram um vazamento de GLP e retiraram dois botijões de gás da estrutura. Os recipientes foram levados para um local seguro para eliminar o risco de novos incidentes.
A energia elétrica do setor atingido também precisou ser desligada.
Depois do combate às chamas e do trabalho de rescaldo, a área foi isolada e permaneceu sob responsabilidade da Polícia Militar e da perícia técnica.
Feirantes dizem que fizeram alertas antes do incêndio
Após o ocorrido, feirantes passaram a questionar as condições em que o novo ponto comercial foi instalado.
Uma das comerciantes atingidas, Marly Moreira Silvestre, que trabalha há 29 anos na Feira da 304 Sul vendendo pastéis, afirmou em entrevista à TV Anhanguera que havia alertado representantes da administração municipal sobre a instalação de uma pessoa para trabalhar próximo a um quadro de energia.
“Eu avisei, eu implorei para eles, não põe ninguém lá. […] Ali é um quadro de energia, não podia ter colocado ninguém lá”, afirmou.
Marly também relatou que não havia extintor disponível no local no momento do incêndio e que foi necessário buscar equipamentos em veículos para ajudar no combate inicial às chamas.
As afirmações dos feirantes sobre eventuais alertas anteriores e as condições de segurança do espaço ainda dependem de esclarecimentos da Prefeitura. Também não há, até o momento, confirmação de que os problemas apontados pelos comerciantes tenham provocado o incêndio.
Comerciantes mobilizam ajuda
Após o incêndio, campanhas e vaquinhas começaram a ser divulgadas nas redes sociais para ajudar os feirantes que tiveram prejuízos.
Marly, cuja barraca foi parcialmente atingida, utiliza a renda obtida com a venda de pastéis para custear o curso de Medicina das duas filhas. Ela trabalha no local desde 1997 e já havia contado ao Primeira Página sobre o esforço para manter as mensalidades das duas estudantes.
