65 mil bois: confinamentos no Tocantins estão entre os maiores do Brasil
A Motta Agropecuária mantém duas estruturas de confinamento no Tocantins com capacidade conjunta para receber cerca de 65 mil bovinos simultaneamente. As operações estão localizadas nas fazendas Bacaba, em Miranorte, e São Geraldo, entre Caseara e Marianópolis.
O volume coloca o grupo entre os principais confinadores do Brasil. No ranking TOP 20 Confinadores de 2025, divulgado pela Revista DBO, a empresa aparece na sétima posição nacional. Considerando apenas animais próprios, sem operações de boitel, a Motta Agropecuária afirma ocupar a terceira colocação no país.
A produção também vem crescendo. Em 2025, foram abatidas 127 mil cabeças. Para 2026, a projeção é chegar a 156 mil bovinos, aumento de aproximadamente 23%. Já para 2027, a estimativa é alcançar 165 mil animais abatidos.
Segundo o diretor de Pecuária do grupo, Thiago Amorim, a estrutura disponível permite chegar a aproximadamente 170 mil abates por ano caso os confinamentos funcionem em capacidade plena durante todo o período.
O ciclo de engorda dos animais dura, em média, 110 dias, podendo variar conforme a época do ano e a estratégia adotada na produção.
Duas operações no Tocantins
Na região oeste do Estado, a Fazenda São Geraldo fica entre Caseara e Marianópolis. Conforme informações da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), a propriedade é o maior confinamento cadastrado no Estado quando considerada a capacidade informada pelo estabelecimento.
Já em Miranorte está a Fazenda Bacaba, que possui atualmente a maior capacidade de confinamento entre as unidades pertencentes ao grupo.
A propriedade foi alvo de uma investigação da Polícia Civil do Tocantins divulgada em abril deste ano. Um ex-gerente foi preso preventivamente sob suspeita de participação em um esquema que, conforme a investigação, teria provocado desvios estimados em R$ 10 milhões entre 2021 e 2025.
Na ocasião, a Justiça também determinou bloqueios de valores relacionados ao investigado, à esposa dele e a uma empresa que, segundo a Polícia Civil, teria participação no suposto esquema. A defesa do ex-gerente negou as acusações, afirmou que ele é inocente e destacou que não havia condenação.
Agricultura abastece confinamentos
A atividade pecuária é acompanhada por uma produção agrícola utilizada para dar suporte aos confinamentos. O grupo mantém aproximadamente 20 mil hectares de soja, 13 mil hectares de milho e outros 7 mil hectares destinados à produção de silagem e feno.
O sistema também prevê o aproveitamento de resíduos gerados pela pecuária para a fabricação de fertilizantes organominerais, integrando as atividades agrícola e pecuária.
Ao todo, a empresa possui aproximadamente 51 mil hectares no Tocantins, dos quais 24 mil são destinados à preservação. As diferentes operações mantidas pelo grupo no Estado envolvem quase 500 colaboradores.
Com informações do g1 Tocantins.
