Investigação apura destino de R$ 3,8 mil enviados por escola estadual para conta errada

Transferências bancárias feitas para pagar a conta de energia do Colégio Estadual Elesbão Lima, em Dueré, acabaram depositadas em uma conta que não pertencia à Energisa Tocantins. O prejuízo foi de R$ 3.819,67, e o caso passou a ser investigado pelo Ministério Público do Tocantins para identificar quem recebeu o dinheiro e se houve participação de agentes públicos.

A apuração consta no Procedimento Preparatório nº 2026.0004695, instaurado pela Portaria nº 4.293/2026. A investigação teve início após uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do MPTO.

Segundo os documentos, as transferências foram realizadas em 27 de janeiro de 2026 a partir das contas da Associação de Apoio do Colégio Estadual Elesbão Lima. Uma operação foi de R$ 3.719,02 e outra de R$ 100,65, totalizando R$ 3.819,67.

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Os recursos seriam utilizados para quitar a fatura de energia elétrica da unidade escolar. No entanto, os valores foram enviados para uma conta bancária que não pertence à concessionária Energisa Tocantins, que informou não ter recebido o pagamento.

Para evitar a suspensão do fornecimento de energia, a atual gestão da associação precisou efetuar um novo pagamento da fatura. A portaria do Ministério Público não informa se o primeiro valor foi recuperado.

Um boletim de ocorrência foi registrado na 83ª Delegacia de Polícia Civil de Dueré. Inicialmente, o caso foi enquadrado como possível estelionato. Os comprovantes das transferências e do pagamento realizado posteriormente foram encaminhados ao Ministério Público.

Agora, a investigação busca identificar o titular da conta bancária que recebeu os R$ 3,8 mil e verificar se essa pessoa possui algum vínculo com agentes públicos, integrantes da Associação de Apoio ou servidores responsáveis pela administração da escola.

Caso seja constatada a participação de agente público ou de integrante da gestão escolar, os fatos também poderão ser analisados sob a perspectiva de dano ao patrimônio público e de improbidade administrativa. Até o momento, porém, não há nenhum investigado formalmente identificado.

O Ministério Público também requisitou à Polícia Civil informações sobre o andamento das investigações e eventual identificação do beneficiário das transferências.

O procedimento foi instaurado pela 8ª Promotoria de Justiça de Gurupi, assinado em 21 de julho de 2026 e publicado na edição nº 2.436 do Diário Oficial Eletrônico do MPTO.

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