Justiça nega interrogatório virtual a pai e filho foragidos por homicídio no Tocantins

A Justiça negou o pedido de interrogatório por videoconferência feito por Valdimar Carvalho dos Santos e Tiago Pereira dos Santos, pai e filho acusados de homicídio e foragidos há cerca de um ano.

Inicialmente, a solicitação havia sido aceita, mas foi revista após recurso do Ministério Público do Tocantins, que questionou a legalidade do procedimento diante da condição de foragidos dos investigados.

Pedido foi considerado incompatível

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A decisão inicial foi assinada pelo juiz Marcello Rodrigues de Ataídes, que autorizou o interrogatório virtual marcado para o dia 6 de abril.

No entanto, após manifestação do promotor Rodrigo de Souza, o magistrado reconsiderou a decisão e negou a realização da audiência por videoconferência.

“[…] imperativo destacar que os réus encontram-se foragidos, com mandados de prisão em aberto. A concessão do direito de participar da audiência via videoconferência, nesta condição, revela-se incompatível com o ordenamento jurídico”, afirmou o promotor.

Crime ocorreu em 2025

Valdimar e Tiago são acusados pela morte de Henrique Cardoso de Sousa, de 22 anos. O crime ocorreu em abril de 2025, em um bar na zona rural de Tocantínia.

Segundo a investigação, a vítima chegou ao local no momento em que acontecia uma confusão com troca de tiros e acabou sendo atingida na cabeça. Henrique morreu dias depois no Hospital Geral de Palmas.

Suspeita é de disparo por engano

Familiares apontam que o jovem pode ter sido atingido sem envolvimento direto na confusão.

“A discussão não tinha nada a ver com ele [Henrique], estava acabando de chegar neste bar e já estava a confusão, e desta confusão os rapazes [suspeitos] estavam armados e começaram a fazer vários disparos para todo lado”, disse a irmã, Esmeralda Farias.

Suspeitos seguem foragidos

Em agosto de 2025, a Polícia Civil divulgou cartazes de procura pelos suspeitos, que moravam na zona rural de Dois Irmãos do Tocantins e fugiram após a expedição dos mandados de prisão.

Até o momento, pai e filho continuam foragidos.

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