SINTET discute nesta quinta (26) o enquadramento de profissionais da educação infantil no magistério municipal

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (SINTET) realiza nesta quinta-feira (26), às 17h30, um diálogo jurídico com trabalhadores da educação não docentes em Palmas. O encontro, no auditório Zumbi dos Palmares, na sede da entidade, vai discutir a aplicação da Lei nº 15.326/2026, que trata do enquadramento desses profissionais no magistério municipal.

A reunião ocorre em meio à cobrança da categoria por uma resposta da Prefeitura sobre a implementação da lei, sancionada em janeiro deste ano.

Em entrevista ao Jornal Primeira Página, o professor Wagner Amaral, integrante da comissão que acompanha o enquadramento, afirmou que os trabalhadores aguardam um posicionamento oficial do município sobre como a lei será aplicada.

Anúncio no meio do texto

“Já estamos no final de março e até agora não tivemos resposta sobre esse enquadramento. O que a gente quer é um cronograma, saber como isso vai ser feito”

Ele explicou que o sindicato já enviou ofício à Prefeitura e buscou diálogo com a Secretaria Municipal da Educação. A gestão teria pedido prazo para realizar um levantamento técnico, mas, até o momento, não apresentou retorno objetivo nem definiu etapas para a implementação.

A categoria também acionou a Câmara Municipal, onde foi apresentado requerimento cobrando esclarecimentos e providências sobre o cumprimento da lei.

Mudança de função e reconhecimento

De acordo com Wagner, a legislação altera o enquadramento de profissionais que atuam na educação infantil, como monitores e auxiliares de sala, desde que possuam formação adequada.

Ele detalhou que a lei estabelece que esses trabalhadores, ao atenderem aos critérios de formação, devem ser reconhecidos como professores e incluídos no piso do magistério. A mudança, segundo ele, abrange não apenas a remuneração, mas também direitos como planejamento pedagógico, carga horária e progressão na carreira.

“Não são mais monitores ou auxiliares, agora são professores”, disse.

Wagner também afirmou que, na prática, esses profissionais já desempenham funções pedagógicas semelhantes às dos docentes, o que reforça a reivindicação pelo enquadramento.

Possibilidade de medidas judiciais

Diante da ausência de resposta da Prefeitura, os trabalhadores devem discutir, durante o encontro desta quinta-feira, a adoção de medidas judiciais.

Segundo Wagner, a reunião contará com a participação de advogados que vão orientar sobre a possibilidade de ações coletivas ou individuais para garantir o cumprimento da lei.

Ele informou ainda que a mobilização tem buscado diálogo institucional, mas que a falta de avanço pode levar a categoria a recorrer à Justiça.

O que diz a lei

A Lei nº 15.326/2026 reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério da educação básica. A norma garante o direito ao enquadramento na carreira, ao piso salarial nacional e às progressões funcionais, desde que sejam atendidos os critérios de formação previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Apesar de estar em vigor, a aplicação da lei depende de regulamentação e adequações por parte dos municípios, o que ainda não ocorreu em Palmas.

O Jornal Primeira Página solicitou, por meio de nota, um posicionamento da Prefeitura de Palmas sobre o assunto e aguarda retorno para atualização da matéria.

Leia também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais